23 abril 2014

A importância do alongamento

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Os exer­cí­cios de alon­ga­mento são extre­ma­mente impor­tan­tes para os bailarinos!

Contudo, pre­ci­sam ser rea­li­za­dos com cui­dado, pois quando fei­tos de maneira ina­de­quada podem tra­zer sérias complicações.

De pre­fe­rên­cia, faça esse tipo de exer­cí­cio quando já esti­ver aque­cido (a). Além disso, lembre-se de res­pi­rar cor­re­ta­mente, pois a res­pi­ra­ção irá auxi­liar no rela­xa­mento cor­po­ral e na oxi­ge­na­ção, aju­dando a evi­tar as lesões.

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Para evi­tar danos mus­cu­la­res, é essen­cial que res­peite o limite do esti­ra­mento e não fique for­çando durante muito tempo cada procedimento.

Você tem mui­tos moti­vos para fazer o alon­ga­mento, são eles:

- Estimulação das arti­cu­la­ções a alcan­çar maior mobi­li­dade arti­cu­lar, alcan­çando maior ampli­tude nos movimentos.

- Aumento da fle­xi­bi­li­dade, o que tor­nará mui­tos exer­cí­cios mais fáceis de serem desem­pe­nha­dos, pos­si­bi­li­tando a melhor exe­cu­ção de vários movimentos.

- Realização dos movi­men­tos com ampli­tu­des mai­o­res e menor con­sumo energético.

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- Tornar menor as pos­si­bi­li­da­des de dis­ten­sões. O alon­ga­mento mus­cu­lar ajuda a evi­tar lesões ósseas, mus­cu­la­res e articulares.

- A redu­ção das ten­sões arti­cu­la­res oca­si­o­nada por mus­cu­la­tura encur­tada. A falta de fle­xi­bi­li­dade e encur­ta­mento mus­cu­lar pode gerar dores em diver­sas par­tes do corpo.

- Melhora da qua­li­dade de vida. O alon­ga­mento pro­por­ci­ona rela­xa­mento mus­cu­lar e mental.

Viu como é fun­da­men­tal? Vamos alongar!

Dryelle Almeida é publicitária, bailarina e idealizadora do Blog Mundo Bailarinístico .
16 abril 2014

Por dentro da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil

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Abril, mas já?

Gente, este ano está voando! Quando menos espe­rar­mos, o Festival de Dança de Joinville já estará rolando cheio de bai­la­ri­nos talen­to­sos, sapa­ti­lhas e novi­da­des! Esta época do ano é boa para pro­cu­rar luga­res baca­nas para fazer audi­ções, e adi­vi­nhem? Estão aber­tas as ins­cri­ções para a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil!

Imagem6Por fazer parte dessa famí­lia, eu posso garan­tir a vocês que vale muito a pena ten­tar. Neste mês, a Escola Bolshoi rea­li­zará pré-indicação em Minas Gerais, mês que vem será a vez de Goiás e as audi­ções acon­te­cem sem­pre em julho e outu­bro aqui em Joinville.

No Bolshoi, esta­mos sob os cui­da­dos de exce­len­tes pro­fes­so­res, pia­nis­tas, fisi­o­te­ra­peu­tas, den­tista e nutri­ci­o­nista. Aqui temos toda a estru­tura neces­sá­ria para uma boa for­ma­ção e para que seja pos­sí­vel desen­vol­ver todo o nosso potencial.

Só tem uma coisa mais difí­cil do que ser admi­tido na Escola Bolshoi: con­se­guir per­ma­ne­cer. Este é meu quarto ano aqui em Joinville e minha turma está bem menor do que no ano em que eu entrei.

Tudo acon­tece natu­ral­mente. Algumas vezes a sau­dade da famí­lia é tanta que o jeito é vol­tar, em outros casos, o bai­la­rino per­cebe que a dança é mais hobby do que pro­fis­são. Tudo bem, não tem nenhum mal nisso, e outra escola pode ofe­re­cer o que se busca. Quando se opta por for­ma­ção pro­fis­si­o­nal, não basta ape­nas dese­jar, que­rer, sonhar… Há muita ralação!

COSTURATer a dança como pro­fis­são exige, e tam­bém não pode­ria ser dife­rente, pois esta­mos falando de arte. E não tem como estar mais ou menos envol­vido, o artista tem que estar inteiro.

Fora a exi­gên­cia de estar sem­pre bem fisi­ca­mente, a parte emo­ci­o­nal não deve ser esque­cida. Há todo um con­flito psi­co­ló­gico rolando den­tro da pes­soa que vai mudar de cidade, dei­xar os pais… O jeito é ama­du­re­cer ou ama­du­re­cer. E para aque­les que não mudam sozi­nhos — como eu — mas tra­zem toda a fami­lia na baga­gem, tam­bém tem suas inqui­e­tu­des. “E se não der certo?”, “E se eu não me adaptar?”.

Ah, acho tão bacana poder con­tar sobre a minha expe­ri­ên­cia para vocês. Quando fiz a minha ins­cri­ção não sabia o que me espe­rava, vim para ver no que dava. Espero que eu tenha con­se­guido escla­re­cer um pou­qui­nho sobre como fun­ci­ona isso tudo e se é isso que você quer, venha! Estamos te esperando!

Boa semana para todos, até a próxima!

Clique aqui para mais infor­ma­ções sobre as audi­ções e pré-indicações.

Sofia Araldi é natural do Rio de Janeiro, estudante da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, apaixonada por dança e filmes antigos.
14 abril 2014

As curvas do balé no concreto das ruas.

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O balé clás­sico: deli­cado, suave, leve e sinu­oso. A cidade: rígida, cinza, pesada e cheia de retas. O que o balé e a cidade têm em comum? Aparentemente, nada.

Entretanto, a união entre o balé clás­sico e as cida­des pro­duz belas ima­gens com alto nível esté­tico, que atrai olha­res e encanta pes­soas por todo o mundo. Através desta per­cep­ção, três fotó­gra­fos dis­tin­tos dia­lo­gam por meio de seus port­fó­lios, ricos em belas foto­gra­fias de bai­la­ri­nas exer­cendo a dança clás­sica em cená­rios cos­mo­po­li­tas. São eles VihaoPham, Little Shao e DaneShitagi.

Vihao Pham 2

VihaoPham, fotó­grafo de 32 anos, natu­ra­li­zado em Virginia (EUA) , desde o começo de sua car­reira foto­grafa bai­la­ri­nas. Se espe­ci­a­li­zou em foto­gra­fias de balé clás­sico e deci­diu ino­var seu port­fo­lio tirando o balé das salas de aula e dos tea­tros para luga­res público, ao ar livre. Começou a foto­gra­far bai­la­ri­nas, tanto em movi­mento quanto em poses tra­di­ci­o­nais de balé, em ruas e ele­men­tos da cidade, como cabine telefô­nica e faixa de pedes­tres; luga­res tipi­ca­mente urba­nos como super­mer­ca­dos; além de jar­dins e bos­ques. O resul­tado, como era de se espe­rar, ficou lindo de ver!

Vihao Pham 1Se no cami­nho pro­fis­si­o­nal de Pham, foi o mundo do balé que o rece­beu desde o iní­cio de sua car­reira, para o fotó­grafo pari­si­ense Little Shao, a dança de rua foi a moda­li­dade que o aco­lheu em seus pri­mei­ros pas­sos. Crescido em meio a cul­tura urbana, todo seu tra­ba­lho apre­senta carac­te­rís­ti­cas da mesma. Tanto é que em seu port­fo­lio é pos­sí­vel encon­trar o ensaio Street Ballet, em que regis­tra a beleza e ele­gân­cia do balé clás­sico nas ruas de Paris, mes­clando a cul­tura clás­sica com a de rua.

Little Shao 3

É pos­sí­vel encon­trar desde fotos de bai­la­ri­nas contrapondo-se à monu­men­tal Torre Eifel, até regis­tros que enfa­ti­zam o con­traste do balé e a cul­tura urbana atra­vés de um pé cal­çado com uma sapa­ti­lha e outro com uma san­dá­lia de salto alto. Um show de fotografias!

Little Shao 4

Conterrâneo de Pham, porém com tra­ba­lho mais pró­ximo de Shao, o fotó­grafo havai­ano Dane Shitagi já fez tra­ba­lhos de moda, ensaios artís­ti­cos de pai­sa­gens e de cida­des, mas sua fama veio mesmo com o pro­jeto Ballerina Project que con­siste em nada mais, nada menos, que (adi­vi­nhem!) fotos de bai­la­ri­nas no cená­rio urbano e movi­men­tado de Nova York.

Ballerina Project 2Apesar do Ballerina ter ganhado reper­cus­são somente de 2009 para cá, devido ao uso do Facebook para divul­ga­ção, o mesmo já estava sendo feito e matu­rado 12 anos antes. Neste pro­jeto, com­pa­rado aos demais tra­ba­lhos apre­sen­ta­dos acima, vejo que as bai­la­ri­nas inte­ra­gem mais com o meio em que estão, apre­sen­tando o balé como ele­mento ine­rente ao con­texto urbano e não des­to­ante, mesmo que ainda con­tras­tante. Uma ver­da­deira fusão, bela e con­tem­po­râ­nea, da leveza da dança clás­sica com a moder­ni­dade dos pré­dios e das ruas con­cre­tas de NY. O resul­tado? Mais de 800 mil likes na fanpage!

Ballerina Project 5O balé não é só belo quando visto em movi­mento. Suas for­mas está­ti­cas encan­tam tanto quanto em velo­ci­dade. Tantas cur­vas em meio a uma selva de pedras nos mos­tra a grande beleza pre­sente no con­traste, na união dos opos­tos. Esses ensaios foto­grá­fi­cos nos com­pro­vam como várias men­sa­gens podem (co)existir em uma única foto­gra­fia e quan­tas sen­sa­ções, bem como refle­xões, podem ser pro­vo­ca­das atra­vés da mesma.

Deleitem-se com as fotos e até a próxima!

Tainá Corongiu é publicitária, baiana, ex-bailarina e eterna apaixonada pela dança.
11 abril 2014

O profissionalismo nas escolas de dança

Por

… e os pro­ble­mas cau­sa­dos pela falta dele!

Escolas sérias garan­tem um ambi­ente sau­dá­vel para bai­la­ri­nos de todas as ida­des – saiba como escolher!

Não importa se seu sonho é ser uma PrimmaBallerina ou o bal­let é ape­nas uma diver­são pra rela­xar da rotina can­sa­tiva – uma escola que tra­ba­lha com pro­fis­si­o­na­lismo irá te aju­dar seja qual for seu objetivo.

Acredito que todos conhe­ce­mos (e até já pas­sa­mos) por situ­a­ções com­pli­ca­das em esco­las de dança. De pro­fes­so­res que fofo­cam dos alu­nos para outras tur­mas e até humi­lham seus alu­nos com adje­ti­vos mais que antié­ti­cos, o leque de situ­a­ções com­pli­ca­das que pas­sa­mos é imenso. E cabe a você, estu­dante, esco­lher aonde irá inves­tir seu dinheiro, (e muito mais impor­tante) seu cari­nho e seu tempo!

Vamos ao básico para esco­lher uma escola cor­reta, no início:

–Pesquise a escola e seu his­tó­rico – se tem site, ótimo. Mas tam­bém não con­fie, jogue em algum site de pes­quisa e veja o que aparece.

–Ao fazer o pri­meiro con­tato, veri­fi­que a QUALIDADE das infor­ma­ções. Pergunte tudo: méto­dos, espe­tá­cu­los, uni­for­mes e o que mais você qui­ser – a res­posta deve ser clara e pare­cer honesta. As esco­las “meia-boca” ten­dem a aumen­tar MUITO seus lou­ros na ten­ta­tiva de escon­der algo que não está muito certo.

–Faça uma visita – conheça tudo e preste aten­ção em deta­lhes. Se você está pro­cu­rando aulas de bal­let clás­sico note o piso das salas de aulas, por exem­plo. Caso você esteja pro­cu­rando uma escola para seu pequeno bai­la­rino, ASSISTA UMA AULA no horá­rio que pre­tende matri­cu­lar a cri­ança, para conhe­cer e con­ver­sar com o pro­fes­sor. Aliás, cui­dado, nem sem­pre grande bai­la­ri­nos são grande pro­fes­so­res. Formação é impor­tante, mais fama nem sempre.

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Imagem: anaguedesballet.blogspot.com.br

Se você já está fazendo aula na escola, con­ti­nue pres­tando atenção:

–Se o pro­fes­sor faz fofoca dos alu­nos de outra turma na sua classe, já des­con­fie. PROFESSOR BOM NÃO FAZ FOFOCAPRINCIPALMENTE para falar mal dos alu­nos. E, pro­va­vel­mente, está falando absur­dos da sua turma em outras aulas também.

–Cuidado com pro­te­ci­o­nis­mos. Adoramos o fato de que em algu­mas esco­las haja mem­bros da famí­lia ou ami­gos pró­xi­mos da dire­ção, mas se eles são o único foco da escola, saia. Ela não é para você.

–Sejamos hones­tos, é claro que alu­nos fan­tás­ti­cos devem rece­ber des­ta­que. É impor­tante para a escola que isso acon­teça e para o desen­vol­vi­mento de gran­des estre­las, mais ainda. Mas, muito mais impor­tante que isso é que a escola deve RECONHECER O ESFORÇO de todos – dos bai­la­ri­nos fan­tás­ti­cos e daque­les que tem mais difi­cul­dade tam­bém. ESCOLA QUE ESCONDE NO FUNDO DO PALCO OS QUE TÊM MENOS FACILIDADE PRECISA SENTIR NO BOLSO A FALTA DE ALUNOS.

–Estava tudo bem e de repente o pro­fes­sor come­çou a sen­tir “ciú­mes” de você? Parece ridí­culo, mas acon­tece. Ao invés de esti­mu­lar o cres­ci­mento com­pleto dos alu­nos, alguns pro­fes­so­res ten­dem a não que­rer que o aluno se torne uma ame­aça – como se fosse tomar seu lugar de pro­fes­sor. Nem pre­ci­sa­mos con­ver­sar mais sobre isso, CAIA FORA!

Por ultimo, vamos dei­xar claro que (SIM!) exis­tem esco­las mara­vi­lho­sas de dança e temos muito orgu­lho disso, mais da mesma forma exis­tem essas esco­las “mais ou menos”. Não se aco­mode: se não está ple­na­mente feliz, pro­cure outra escola.

Caso queira divi­dir sua his­tó­ria conosco, fique a vontade!

Se esti­ver em uma situ­a­ção com­pli­cada e qui­ser aquela mão­zi­nha, conte conosco!

Beijos e arrase!

Cássia Martin é produtora de eventos, bailarina e pesquisadora de dança.
9 abril 2014

Talento canadense

Por
Foto por: KCBalletMedia

O post de hoje é pura ins­pi­ra­ção para os bai­la­ri­nos (e bai­la­ri­nas tam­bém, porquê não?).

Estou falando desse vídeo encan­ta­dor, daque­les que nos dei­xam emo­ci­o­na­dos com a beleza e per­fei­ção da dança.

O bai­la­rino em ques­tão é o cana­dense Guillaume Côté, de 33 anos. Ele nas­ceu em Québec, e come­çou a pra­ti­car a dança com ape­nas 3 anos, por influên­cia dos pais, aman­tes das artes.

http://www.jaimehogge.com

Guillaume tam­bém se inte­res­sava por música, e fazia aulas de piano e gui­tarra. Tudo isso influ­en­ciou sua vida para que, com 11 anos ele ingres­sasse na Escola Nacional de Balé do Canadá.

A von­tade era ser um rock star e apren­der inglês, mas deu para per­ce­ber que a vida se enca­mi­nhou de levar o sonho do menino um pouco mais além.

galleryimage3O reper­tó­rio de Guillaume como dan­ça­rino inclui O Cisne Negro, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, Giselle, Romeu e Julieta, Carmen, Hamlet, entre outros espe­tá­cu­los renomados.

Com a expe­ri­ên­cia que car­rega, atu­al­mente ele é dan­ça­rino prin­ci­pal e coreó­grafo asso­ci­ado do Balé Nacional do Canadá. Além de um grande exem­plo para todos nós!

Mariana Ferrari é jornalista, adora escrever e acompanha tudo relacionado às artes! Em seu blog https://marianaferrari.wordpress.com ela divide com os leitores um pouco da inspiração que encontra pelo caminho.
7 abril 2014

Vamos para a ponta?

Por
Foto por: KCBalletMedia

Olá!

Este filme, feito em março de 2014, é um regis­tro do momento em que me encon­tro, nos meus esfor­ços para me tor­nar bai­la­rina, na meia-idade.

Como sabem, come­cei aos 50 anos. Estou com 52, agora, e nunca tinha cal­çado uma sapa­ti­lha de ponta, até os 51, embora sonhasse (e con­ti­nue sonhando) com isso o tempo todo.

Técnica de Alexander e sapa­ti­lha de ponta, o que uma coisa tem a ver com a outra? TUDO. Este vídeo é prova disso.

A Técnica de Alexander é um método extre­ma­mente efi­caz de cons­tru­ção de equi­lí­brio, se é que posso resumi-la assim.

Sabe, quando se começa balé tão tarde, den­tre as tan­tas des­van­ta­gens que pre­ci­sa­mos enfren­tar, pelo menos de uma coisa pre­ci­sa­mos tirar pro­veito: a MATURIDADE, nossa van­ta­gem natural.

Maturidade para per­ce­ber, por exem­plo, que exis­tem for­mas de con­tor­nar difi­cul­da­des des­ne­ces­sá­rias, e uma delas é a fron­teira psi­co­ló­gica que separa nos­sos pés de uma sapa­ti­lha de ponta.

Imagem3 Sim, além da difi­cul­dade obje­ti­va­mente física, existe, numa sala de aula de balé, toda uma aura em torno da sapa­ti­lha de ponta. A sapa­ti­lha de ponta é o emblema de uma con­quista, de uma situ­a­ção de “supe­ri­o­ri­dade”, etc. e tal.

Daí, de posse de sua matu­ri­dade, você tira a sapa­ti­lha de ponta desse con­texto aris­to­crá­tico e vai fazer os seus pri­mei­ros esfor­ços numa aula onde ela não tem um peso adi­ci­o­nal. Aliás, cos­tumo dizer ao Roberto Reveilleau, esse incrí­vel pro­fes­sor de Técnica de Alexander, que per­cebo nele um quase des­prezo pela sapa­ti­lha de ponta, e adoro isso.

NUNCA ousei usar a minha sapa­ti­lha de ponta na aula de balé. Puro cons­tran­gi­mento. No entanto, con­sigo não só ficar em pé, como cami­nhar com ela. Um pas­si­nho depois do outro, com uma imensa difi­cul­dade, mas vou.

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Aprendo tanto sobre como usar o corpo de uma forma estra­te­gi­ca­mente inte­li­gente, redu­zindo esfor­ços, que digo que a Técnica de Alexander é a minha arma secreta, rs. Equilíbrio físico que leva a mui­tos outros equilíbrios.

Quanto ao for­ta­le­ci­mento físico de tor­no­zelo e pé como pre­pa­ra­ção para a ponta, o Pilates tem sido fun­da­men­tal. Aliás, faço Pilates com a sapa­ti­lha de ponta, lá na Sauer, como vou con­tar, aqui, em breve. Por ora, fica esse enorme beijo e um sin­gelo con­vite: vamos para a ponta?

Como jornalista, Christine White trabalhou em grandes veículos de comunicação, no Brasil e nos Estados Unidos, até decidir, aos 50 anos, realizar um sonho antigo: tornar-se uma bailarina. E de técnica refinada. Aqui, ela relata o dia-a-dia da transformação que tem vivido desde janeiro de 2012. E com o mesmo apetite pela informação que marcou sua vivência como repórter, ora numa CNN, ora numa Rádio Jornal do Brasil; Christine encontra agora novos caminhos para seu aprendizado "tardio" do ballet, e divide conosco seus achados. Espero q esteja a contento e seja útil para o público. Obrigada pela oportunidade! Bjs,
4 abril 2014

Tudo que você queria saber sobre tutus!

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Uma bai­la­rina por si só já é apai­xo­nante, mas pre­ci­sa­mos admi­tir que uma bai­la­rina com tutu fica ainda mais encantadora!

Quem faz bal­let (e até mesmo quem não faz) e nunca sonhou em ves­tir um lindo tutu? Essa peça fun­da­men­tal para o ves­tuá­rio é repre­sen­ta­ção de bai­la­ri­nas no mundo todo.

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História
Em 1832 Marie Taglioni imor­ta­li­zou esse tipo de roupa: tratava-se de um cor­pete aper­tado e uma saia de várias cama­das, que se alonga quase até o tor­no­zelo, tam­bém cha­mado Tutu Romântico, e quando é curto chama-se Tutu Italiano.
Na pri­meira apre­sen­ta­ção da peça “As Sílfides” esta ves­ti­menta pas­sou a ser a norma de exce­lên­cia dos bai­la­ri­nos. Mais tarde, o Tutu Romântico, branco e longo, mar­cado por bai­la­ri­nos em “Giselle”, “Las Bayaderas”, pas­sou a ser uti­li­zado como padrão.
O Tutu Romântico, ou Italiano, é uma sobre­po­si­ção de saias cur­tas e rígi­das, em forma de péta­las ao redor do qua­dril do bai­la­rino e dei­xando expos­tas as per­nas, geral­mente é um con­junto de sai­o­tes bran­cos, embora haja uma vari­e­dade colo­rida e bri­lhante. Esse nome foi dado a par­tir de 1881.

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Como pro­nun­ciar

Tutu é mais uma pala­vra fran­cesa que faz parte do voca­bu­lá­rio dos bai­la­ri­nos (pronuncia-se “titi” ou “too-too”

Por que esse nome?
A pala­vra “tutu” tem suas ori­gens na pla­teia do teatro. Aqueles que com­pra­vam bilhe­tes mais bara­tos sentavam-se em uma seção loca­li­zada na parte infe­rior do teatro. Esta área deu os fre­gue­ses sen­ta­dos ali uma visão dife­rente do que o resto do público, eles pode­riam ver mui­tas vezes sob as saias das bailarinas. Isso levou a muita con­versa e, even­tu­al­mente, a gíria fran­cesa para esta parte da bai­la­rina se tor­nou “tutu”.

Composição
Corpete: O cor­pete é uma peça sepa­rada do traje ane­xado na cin­tura alta ou no qua­dril, às vezes isso é colo­cado ape­nas com abas elás­ti­cas para per­mi­tir o movimento.

A saia: saias tutu deter­mi­nar a forma do tutu e geral­mente defi­nem o estilo: român­tico, clás­sico ou sino. As saias são nor­mal­mente fei­tas de tule, organza ou voile.

Afinal, por que usa­mos tutu pra dan­çar ballet?

A saia curta, estru­tu­rada e leve conhe­cida como tutu é sinô­nimo do bal­let e foi asso­ci­ada a essa forma única de dança por mais de um século. De reci­tais de bal­let de cri­an­ças até com­pa­nhias de dança inter­na­ci­o­nal­mente reco­nhe­ci­das, as bai­la­ri­nas usam tutus como uma maneira este­ti­ca­mente agra­dá­vel de res­sal­tar sua graça, beleza e feminilidade.

Antes do tutu

No iní­cio do bal­let, a dança era um pas­sa­tempo social em que os dan­ça­ri­nos usa­vam suas pró­prias rou­pas. Após o fran­cês Luis XIV esta­be­le­cer a Academie Nationale de Musique et de Danse, em 1661, as téc­ni­cas de bal­let cres­ce­ram em com­ple­xi­dade, exi­gindo rou­pas espe­ci­a­li­za­das. Para não reve­lar muito durante os movi­men­tos que fazem a saia rodar, cama­das de pre­cau­ção eram usa­das. No final do século XVII, a popu­la­ri­dade con­ti­nu­ada do bal­let como forma de dança levou a mudan­ças nas rou­pas usa­das. Saias mais cur­tas e a inven­ção de tra­jes jus­tos de malha per­mi­ti­ram que os dan­ça­ri­nos tives­sem mais liber­dade de movimentos.

Introduzindo o tutu

É atri­buído à bai­la­rina fran­cesa Marie Taglioni o design do tutu, usado pela pri­meira vez no palco na Opera naci­o­nal de Paris em uma per­for­mance de 1832 de “La Sylphide”. Taglioni dese­nhou o tutu como maneira de mos­trar o tra­ba­lho ela­bo­rado dos pés na dança, que eram escon­di­dos por uma saia longa. De acordo com a lenda apó­crifa, o tutu rece­beu seu nome de ple­beus que olha­vam o bal­let sen­ta­dos do nível mais baixo do tea­tro e cos­tu­ma­vam usar a pala­vra “tutu” como uma deri­va­ção de uma gíria para o bum­bum da mulher.

03 Marie-taglioni-in-zephireA fun­ção do tutu

Com o tempo, o tutu foi encur­tado como maneira de reve­lar as per­nas e os pés da dan­ça­rina para o público. Nos anos 1880, a bai­la­rina ita­li­ana Virginia Zucci foi a pri­meira a usar um tutu mais curto e macio que aca­bava perto dos joe­lhos. Depois, como agora, o pro­pó­sito do tutu se tor­nou esté­tico, para apre­sen­tar a ilu­são de que a dan­ça­rina estava flu­tu­ando em uma nuvem, per­mi­tindo que a pla­téia veja com­ple­ta­mente os movi­men­tos de per­nas e pés da dançarina.

Os tipos de tutu

Tutu clás­sico (prato, ban­deja ou panqueca)

Uma saia curta e rígida, feita com cama­das de pano que se estende para fora do qua­dril, mon­tada em um cor­pete. O estilo pan­queca tem mui­tas cama­das de tule e usa um arco de arame para man­ter as cama­das pla­nas e duras.

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Tutu Clássico (sino)

Uma saia curta e rígida, feita com cama­das de pano com uma ligeira forma de sino mon­tada num cor­pete. Ele se estende para o exte­rior a par­tir dos qua­dris e não usa o arame. Geralmente, é mais usado do que o tutu clás­sico panqueca.

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Tutu Romântico

Um tutu for­mato sino de ¾ de com­pri­mento em forma de saia de tule  mon­tado num cor­pete e, por vezes, usam man­gas, disse ter sido inven­tado, ou pelo menos popu­la­ri­zado, por Marie Taglioni. O tutu român­tico sali­enta a leveza e a qua­li­dade eté­rea dos bal­lets român­ti­cos, como Giselle ou Les Sylphides. A saia cai entre o joe­lho e o tornozelo.

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Tutu Balanchine

Essa forma de tutu é simi­lar aos esti­los sino e tutu pan­queca, exceto que não são uti­li­za­dos aros e há menos cama­das de pano. A saia é leve­mente pre­gada para dar uma apa­rên­cia mais suave, mais cheia. Este estilo foi con­ce­bido ori­gi­nal­mente para a ver­são do balé da Sinfônica de Georges Bizet.

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Tutu de ensaio

Normalmente é só a saia do tutu, sem bor­da­dos ou aca­ba­mento, a mai­o­ria das vezes branca ou preta, só no tule, usa­dos para ensaiar com o ves­tido sem pre­ci­sar usar o figu­rino nes­ses ensaios e não cor­rer o risco de acon­te­cer algum impre­visto com sua roupa. Muito uti­li­za­dos em exa­mes e em ensaios para pas de deux, onde se tor­nam indis­pen­sá­veis. Se você vai dan­çar de tutu, é inte­res­sante que acostume-se com ele antes

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Transportando seu tutu

Cuidado ao trans­por­tar seu tutu, prin­ci­pal­mente se ele tiver aro. É inte­res­sante que tenha um porta-tutu, que nada mais é do que uma bolsa espe­cial que irá pro­te­ger seu ves­tido. Nunca dobre-o! O ideal é que ande sem­pre com ele aberto.

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Lavando seu tutu

Em algu­mas lavan­de­rias você con­se­gue lavar seu ves­tido sem estraga-lo. Muito cui­dado, esco­lha uma lavan­de­ria de con­fi­ança, veri­fi­que a pos­si­bi­li­dade de lava­rem sem estra­gar a fan­ta­sia, prin­ci­pal­mente quando fala­mos de tutus bor­da­dos. A lavan­da­ria vai te entre­gar com um saco plás­tico, bom para você guar­dar o tutu enquanto não usa. Bom, é isso. Espero que tenham gos­tado. Cuidem bem de seus tutus!

E se qui­ser ver as refe­rên­cias à essa peça na loja vir­tual Ana Botafogo, cli­que aqui.

Dryelle Almeida é publicitária, bailarina e idealizadora do Blog Mundo Bailarinístico .
2 abril 2014

A arte das imagens em movimento (parte II)

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Para enten­der e com­pre­en­der melhor o bal­let clás­sico é pre­ciso ana­li­sar suas particularidades.

Agora, pre­ten­de­mos escla­re­cer algu­mas ques­tões acerca da esté­tica pró­pria desta arte, pois é de grande valia ini­ciar os estu­dos deste ano de 2014 sabendo o que fazer. Assim pode­mos dimi­nuir um pouco as ten­sões e angús­tias que uma bai­la­rina ou bai­la­rino pode, por ven­tura, enfrentar.

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O uso do col­lant e meia calça rosa ou sal­mão para as meni­nas e malha para os meni­nos se faz neces­sá­rio, pois valo­riza a mus­cu­la­tura de ambos. Com as per­nas em evi­dên­cia é pos­sí­vel, ao pro­fes­sor, obser­var se a(o) bailarina(o) está con­traindo ou esten­dendo a mus­cu­la­tura das coxas e pan­tur­ri­lhas cor­re­ta­mente, se o joe­lho está bem esti­cado e se a rota­ção dos qua­dris está sendo feita cor­re­ta­mente (no en dehors a pes­soa deve rodar para fora toda a mus­cu­la­tura e arti­cu­la­ções de qua­dris, coxas, joe­lhos e pés).

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Com uma roupa que adere melhor ao corpo a(o) bailarina(o) ganha uma mobi­li­dade maior de seus movi­men­tos e o pro­fes­sor con­se­gue per­ce­ber se o tronco (parte do corpo que cen­tra­liza a força téc­nica da pes­soa) está firme e bem colo­cado. Também é pos­sí­vel per­ce­ber se as cos­tas (as escá­pu­las) estão colo­ca­das e segu­ras. Com os bra­ços livres das man­gas pesa­das dos anti­gos ves­ti­dos de corte, a(o) bailarina(o) ganha mobi­li­dade e assim con­se­gue movi­men­tar com mais gra­ci­o­si­dade seus mem­bros supe­ri­o­res, sem dei­xar de lado a segu­rança que estes lhe pro­por­ci­o­nam nos giros e equilíbrios.

O coque – para as meni­nas – é cru­cial. Não somente por uma ques­tão esté­tica, pois deixa a silhu­eta da bai­la­rina mais alon­gada, mas tam­bém por­que evita pos­sí­veis dis­tra­ções durante aulas e ensaios. Principalmente durante os anos de for­ma­ção, a bai­la­rina pre­cisa se pre­o­cu­par com este que­sito. Um cabelo bem arru­mado, sem mechas caindo ou batendo no rosto, pro­por­ci­ona um melhor apro­vei­ta­mento da téc­nica. Um coque bem feito, com gram­pos, gel e pre­si­lhas, na “der­ruba” durante a piru­eta, ou te faz per­der a hora da dia­go­nal por estar se olhando no espe­lho e arru­mando o cabelo.

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Para os meni­nos é impor­tante man­ter o cabelo em um com­pri­mento mais curto tam­bém para evi­tar pos­sí­veis dis­tra­ções. Também chamo aten­ção para uma cons­tante depi­la­ção. Não por moti­vos esté­ti­cos, mas por ques­tões de higi­ene. Nosso clima é, na maior parte do ano, carac­te­ri­zado pelas tem­pe­ra­tu­ras ele­va­das, dei­xando nosso corpo, na maior parte da aula, molhado de suor. Por isso, per­nas e axi­las depi­la­das dimi­nuem o inco­modo e o odor cau­sado pelo suor, per­mi­tem que o pro­fes­sor enxer­gue melhor a mus­cu­la­tura dos mem­bros infe­ri­o­res, além de pro­por­ci­o­nar uma figura este­ti­ca­mente mais har­mo­ni­osa para os homens numa arte onde as belas figu­ras femi­ni­nas se impõe e se des­ta­cam mais.

Também é impor­tante cha­mar aten­ção para o uso dos asses­só­rios como brin­cos, cor­dões, pul­sei­ras, reló­gios e anéis: brin­cos peque­nos para dei­xar o pes­coço em evi­dên­cia; pul­sei­ras, reló­gios, cor­dões e anéis é melhor serem guar­da­dos na bolsa antes das aulas, pois podem machu­car ou atra­pa­lhar no momento de algum movi­mento. A maqui­a­gem pode ser usada em aula e ensaios, desde que não sejam uma pré­via do palco, ou seja, nada muito extra­va­gante, pois durante o exer­cí­cio e treino da téc­nica o que pre­cisa estar em evi­dên­cia é sua téc­nica, seu poten­cial artís­tico, sua dis­ci­plina e per­se­ve­rança. Aconselho usar somente um pó com­pacto para dis­far­çar mar­cas ou man­chas inde­se­já­veis, blush bem sutil, rímel inco­lor de pre­fe­rên­cia (pois durante a aula sua­mos muito e não pre­ci­sa­mos ficar bor­ra­das) e um leve batom ou gloss.

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O uso das sapa­ti­lhas é obri­ga­tó­rio. Tanto para as meni­nas quanto para os meni­nos, as sapa­ti­lhas de meia ponta são parte fun­da­men­tal do uni­forme. Elas per­mi­tem que a(o) bailarina(o) tra­ba­lhe as arti­cu­la­ções dos pés sem difi­cul­da­des, auxi­li­ando nas movi­men­ta­ções que neces­si­tam dos pés des­li­zando como por exem­plo ten­dus, jetés, grand bat­te­ments e sal­tos. Os sapa­tos de ponta fazem parte da rotina de toda bai­la­rina. Como escrito no iní­cio deste artigo, elas dão leveza e gra­ci­o­si­dade aos seus movi­men­tos e ges­tos. Na ponta dos pés ela ganha agi­li­dade e parece flu­tuar ao cami­nhar de uma ponta a outra do palco. Permite ao seu part­ner con­du­zir melhor seus movi­men­tos, pro­por­ci­o­nando aos olhos do público um espe­tá­culo mágico. É impor­tante pro­te­ger os dedos quando se ini­cia o estudo de bal­let clás­sico uti­li­zando as pon­tas. Vale usar espa­ra­dra­pos, band-aids, algo­dão, poma­das ou pon­tei­ras, desde que a pas­sa­gem pela meia ponta para subir e des­cer da ponta não seja com­pro­me­tida e que a ponta não inco­mode tanto.

Foto 01- Consciência espacial na aula de Ballet

Atenção! A con­cen­tra­ção em seu pró­prio corpo é essen­cial! O bai­la­rino tem que se pre­o­cu­par em fazer tan­tas coi­sas durante a aula, que a última coisa que ele(a) pre­cisa é dis­per­sar sua aten­ção com coi­sas como o fio de cabelo saindo, o coque sol­tando, o suor inco­mo­dando ou a sapa­ti­lha errada no pé.

Vale lem­brar ainda que a gar­ra­fi­nha de água é indis­pen­sá­vel. O calor pode nos des­con­cen­trar e man­ter o corpo hidra­tado é muito impor­tante. Durante a aula per­de­mos muito líquido suando e pre­ci­sa­mos repor.

Bom, após estas dicas mãos à obra! Ou melhor, mãos, bra­ços, pés, per­nas, tronco, cabeça… Vale lem­brar que um bom bai­la­rino ou uma boa bai­la­rina é um como um quebra-cabeça bem mon­tado e encai­xado, todas as suas “peças” são impor­tan­tes. Uma boa apa­rên­cia é fun­da­men­tal, mas sem dei­xar de lado a dis­ci­plina, o res­peito ao pro­fes­sor, a pon­tu­a­li­dade, o com­pro­misso, a per­se­ve­rança e a fé em seu pró­prio potencial.

Boas aulas e até a pró­xima conversa!

Daney Bentin é bailarina e pedagoga de ballet clássico, assistente direta do mestre Fábio Matheus, mestranda em Memória Social com pesquisa em Filosofia da Dança e bolsista CAPES - UNIRIO.
31 março 2014

SAPATILHA DE PONTA: QUAL A HORA CERTA?

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Esta per­gunta recor­rente nas esco­las de dança assus­tam pais e bai­la­ri­nos há muito tempo.

A res­posta, de fato, é bas­tante aberta: QUANDO FOR A HORA CERTA. Embora essa não seja a res­posta que que­re­mos ouvir é com cer­teza a mais sau­dá­vel para o desen­vol­vi­mento das bailarinas.

PARA CADA UMA UM MOMENTO CERTO – sem fórmula.

Somos dife­ren­tes, não só fisi­ca­mente. Uma bai­la­rina de 15 anos pode ser mais madura que uma de 20, mais res­pon­sá­vel e dedi­cada. A hora certa é uma jun­ção de fato­res mil, que depende do físico, da dedi­ca­ção, da matu­ri­dade e da seri­e­dade de cada um.

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A pes­soa certa para defi­nir se o bai­la­rino está pre­pa­rado é o pro­fes­sor. Ou seja, NÃO É A MÃE, O PAI, AS COLEGAS e nin­guém mais. Caso os pais este­jam em dúvida ou não con­cor­dem com a opi­nião do pro­fes­sor podem pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal da saúde para auxi­liar nessa ques­tão, porém isso é só um AUXILIO, o pro­fes­sor é com cer­teza a pes­soa mais capa­ci­tada para deter­mi­nar esse momento tão importante.

Cássia Martin é produtora de eventos, bailarina e pesquisadora de dança.
27 março 2014

Como respirar no ballet

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Já parou para pen­sar na sua res­pi­ra­ção? Respirar no bal­let pode ser mais difí­cil do que parece. Além de man­ter seus níveis de ener­gia durante as aulas, ensaios e apre­sen­ta­ções, res­pi­rar cor­re­ta­mente pode aju­dar a melho­rar seu desempenho.

01 Como respirar no ballet

Saber por onde ini­ciar a res­pi­ra­ção, quando ins­pi­rar e expi­rar requer habi­li­da­des. Abaixo algu­mas dicas para lem­brar como deve res­pi­rar enquanto dança.

Cuide para não pren­der a respiração

Apesar de pre­ci­sar força abdo­mi­nal, você tam­bém pre­cisa res­pi­rar! Prender a res­pi­ra­ção dimi­nui a sua fle­xi­bi­li­dade e te deixa tensa. Sem res­pi­rar você perde a leveza.

02 Como respirar no ballet

Use seu diafragma

Respiração pro­funda pelo dia­fragma é comu­mente usada em tera­pia para os trans­tor­nos de ansi­e­dade. Se você tende a sofrer de ner­vo­sismo, tente usar essas téc­ni­cas de res­pi­ra­ção antes de dançar.

Como um exer­cí­cio, colo­que uma mão em seu estô­mago e ao res­pi­rar, preste aten­ção para ver se o seu abdô­men está se movendo. Se esti­ver, então você está res­pi­rando em seu dia­fragma, o que é uma coisa boa. Se ele não está se movendo, tente rela­xar os mús­cu­los ao redor das cos­te­las — Quando você inala, suas cos­te­las se ele­vam, enchendo o dia­fragma e os pul­mões. Ao expi­rar, pense em seu corpo “crescendo”.

03 Como respirar no ballet

Expire com­ple­ta­mente

Um erro comum, enquanto a dança é a ina­lar total­mente e exa­lar par­ci­al­mente. Isso impede de obter o oxi­gê­nio de que neces­sita. Especialmente durante os sal­tos e as vari­a­ções mais rápi­das — expi­ra­ções com­ple­tas podem ser um salva-vidas. Adquira o hábito de com­ple­tar seus ciclos de res­pi­ra­ção pro­funda, mesmo no iní­cio da aula, para que, mais tarde, o seu cére­bro possa se con­cen­trar nas eta­pas e fazer tudo naturalmente.

04 Como respirar no ballet

Respire deva­gar

Respirações rápi­das e super­fi­ci­ais só irão difi­cul­tar a sua capa­ci­dade. Ballet é uma téc­nica que busca a extre­mos e uma per­fei­ção. Quanto mais pro­fun­da­mente e mais você res­pira, mais você pode aju­dar na sua técnica.

Tendo pro­ble­mas para saber quando ins­pi­rar e expirar?

Geralmente, quando esti­ver se movendo para cima, você deve ins­pi­rar e quando esti­ver des­cendo expire. Por exem­plo, antes de um grand plié você res­pira e quando des­cer no grand plié você solta o ar.

05 Como respirar no ballet

Nariz ou boca

A mai­o­ria dos bai­la­ri­nos pre­fere  res­pi­rar com o nariz, isso não quer dizer que não se deve res­pi­rar pela boca em alguns casos. Se você sen­tir que você deve usar sua boca, tente res­pi­rar pelo nariz e expi­rar pela boca. Isto irá aju­dar na sus­ten­ta­ção de um ciclo de res­pi­ra­ção maior.

Dançar envolve todo o corpo. Ballet é uma forma artís­tica que a faz tornar-se hiper focada nos deta­lhes. Logo, res­pi­rar pro­fun­da­mente é uma ótima maneira de des­blo­quear a ten­são e libe­rar suas limi­ta­ções! Tente pres­tar aten­ção nas dicas quando esti­ver praticando.

Dryelle Almeida é publicitária, bailarina e idealizadora do Blog Mundo Bailarinístico .
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