18 maio 2015

Cuidados ao fazer exercícios de alongamento

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Precisa alon­gar? Sim, precisa!

Mas tem que tomar cui­dado para não “se estre­par”. Alguns cui­da­dos devem ser toma­dos ao rea­li­zar os exer­cí­cios, fique atento e se cuide!

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♥ Nunca se esqueça de se aque­cer, caso con­trá­rio você pode se machucar!

♥ Tenha muito cui­dado se você criar seus pró­prios exer­cí­cios de alon­ga­mento! Isso pode ser muito peri­goso para aque­les que não sabem como fazê-lo.

♥ Se você está se recu­pe­rando de uma lesão, con­si­dere con­sul­tar um fisi­o­te­ra­peuta ou trei­na­dor para certificar-se de que você está melho­rando sua con­di­ção, e não agravando-a.

06 Maior que o querer é lutar e vencer

♥ Ao fazer alon­ga­mento, não salte. Isso coloca pres­são sobre as arti­cu­la­ções e mús­cu­los e pro­move a cri­a­ção de micro­fis­su­ras nas fibras musculares.

♥ Verifique se os movi­men­tos estão em har­mo­nia. Também não se esqueça de man­ter as cos­tas e as per­nas esticadas.

♥ Não faça esses alon­ga­men­tos se você tiver uma defi­ci­ên­cia de cál­cio. Você pode facil­mente dani­fi­car os seus ossos.

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♥ Fale com o seu médico se você for inca­paz de fazer estes exer­cí­cios devido a fadiga ime­di­ata, fra­queza mus­cu­lar ou lesões. Não espere que estes sin­to­mas desa­pa­re­çam por si próprios.

♥ É acon­se­lhá­vel não fumar se você esti­ver fazendo exer­cí­cios de alon­ga­mento. Fumar pode cau­sar sérios pro­ble­mas em seu corpo que podem ser agra­va­dos pelo alon­ga­mento dos seus músculos.

♥ Dependendo do que você está fazendo, exa­ge­rar em cer­tos alon­ga­men­tos pode cau­sar entorse e até a que­bra de ossos.

15 A coragem te fará vencer

♥ Não exa­gere! O alon­ga­mento não deve ser dolo­roso, mas quase rela­xante. Você deve sen­tir uma ten­são supor­tá­vel a cada movi­mento… E não sen­tir o corpo muito dolo­rido no dia seguinte!

♥ Não se pre­o­cupe se um certo dia você não puder se exer­ci­tar; ape­nas se com­pro­meta a con­ti­nuar, e não haverá nenhum problema.

♥ Alongamentos pesa­dos devem ser fei­tos ape­nas um dia por semana, para dar tempo que as fibras mus­cu­la­res e peque­nas tor­ções se curem. Você pode, no entanto, fazer alon­ga­men­tos sim­ples todos os dias.

♥ Nunca tente fazer alon­ga­men­tos que você não saiba com­ple­ta­mente como fazer da forma cor­reta, nem tente fazer sozinho(a) os que exi­gem um acom­pa­nhante. Você pode se machu­car facilmente.

Bom treino!

Dryelle Almeida é publicitária, bailarina e idealizadora do Blog Mundo Bailarinístico .
12 maio 2015

Dançar e Viajar

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Foto por: KCBalletMedia

Vai via­jar, mas não fica sem dan­çar de jeito nenhum?

Em várias esco­las pelo mundo, o via­jante pode fazer aulas avul­sas de diver­sas moda­li­da­des de acordo com sua disponibilidade.

Vão aqui algu­mas dicas:

PineappleStudios – Londres, Inglaterra.

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De Ballet Clássico a Hula-hula, de Dança do Ventre egíp­cia a Hip Hop – o Pineapple tem aulas dos mais diver­sos rit­mos, com pro­fes­so­res reno­ma­dos do mundo todo.

É só che­gar com um pouco de ante­ce­dên­cia para entrar na dança! Os pre­ços das aulas giram em torno de 8 libras (cerca de 24 reais).

Para um dia de aula, não é neces­sá­rio pagar matrí­cula. Para quem vai ficar na terra da Rainha por mais tempo, há pla­nos para 1 mês, 3 meses, 6 meses ou  1 ano.

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http://www.pineapple.uk.com/

 

Broadway Dance Center – Nova Iorque, Estados Unidos.

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A escola de dança conhe­cida no mundo todo tem aulas de bal­let, jazz, dança con­tem­po­râ­nea, Sapateado, Hip Hop e Teatro Musical.

Pelo preço de 22 dóla­res (cerca de 50 reais) o aluno pode fazer qual­quer aula, de acordo com seu nível. Para aque­les que vão ficar por mais tempo, a escola tem paco­tes que dimi­nuem o valor da hora/aula.

Além de pro­fes­so­res incrí­veis, você tem a chance de fazer aula com bai­la­ri­nos que tra­ba­lham na Broadway (é de babar!).

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Confira: http://www.broadwaydancecenter.com/

DNIBuenos Aires, Argentina.

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Vai pas­sear na terra dos Hermanos? Que tal fazer aulas de tango?

A DNI é uma das esco­las mais impor­tan­tes de Buenos Aires, onde é pos­sí­vel fazer aulas de tango clás­sico e alter­na­tivo (lindo) em grupo ou particulares.

O preço das aulas começa com 50 pesos argen­ti­nos (cerca de 16 reais).

A DNI tam­bém tem uma loja com pro­du­tos lindos!

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Confira em: http://dni-tango.com/

Conhece algum lugar para dan­çar mundo a fora? Conte para nós!

Beijos e arrasem

Cássia Martin é produtora de eventos, bailarina e pesquisadora de dança.
6 maio 2015

A importância dos primeiros anos de ensino-aprendizagem no ballet clássico

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Gosto de sen­tar na sala de aula e obser­var as peque­nas bai­la­ri­nas que che­gam para seu pri­meiro dia na escola de dança.

Percebo em seus olha­res uma ino­cente ansi­e­dade para ini­ciar o mais rápido pos­sí­vel seus estu­dos, apren­der os pri­mei­ros movi­men­tos e saí­rem dan­çando por onde pas­sam. Após um período em uma turma de baby class ou pré-ballet, elas ainda não têm noção da quan­ti­dade de infor­ma­ções que rece­be­rão já no pri­meiro dia de aula dos anos sub­se­quen­tes de estudo de bal­let clássico…

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Em minha for­ma­ção clás­sica, os dois pri­mei­ros anos fize­ram toda a dife­rença. Neles tive con­tato com o cerne e a base da téc­nica do bal­let que me auxi­li­a­ram, e muito, na com­pre­en­são, na exe­cu­ção e no ensino de toda a meto­do­lo­gia ao longo de meus estu­dos. Dessa forma, a minha pre­o­cu­pa­ção com os anos de for­ma­ção ini­ci­ais des­sas cri­an­ças é um ponto cons­tante em meu trabalho.

A cada con­curso, fes­ti­val, curso de férias ou workshop do qual par­ti­cipo tenho a opor­tu­ni­dade de obser­var o tra­ba­lho de inú­me­ras esco­las com suas cri­an­ças. Muitos tra­ba­lhos de qua­li­dade são apre­sen­ta­dos, core­o­gra­fias nas quais é per­cep­tí­vel a pre­o­cu­pa­ção com uma deli­cada lapi­da­ção da téc­nica clás­sica desde seus pas­sos ini­ci­ais. Porém, nem tudo é tão belo assim. Alguns tra­ba­lhos se des­ta­cam pelo excesso e sobre­carga de infor­ma­ções impró­prias para a matu­ri­dade física das cri­an­ças, des­pren­di­dos do cui­dado com o apri­mo­ra­mento neces­sá­rio dos anos ini­ci­ais, com a decom­po­si­ção de cada movi­mento. Em outros, con­sigo vis­lum­brar a forma banal, exa­ge­ra­da­mente lúdica, com a qual o bal­let é ensi­nado aos peque­nos, criando-se, então, um hábito de core­o­gra­fias não infan­tis (o que é natu­ral­mente pró­prio dessa faixa), mas, sim, infan­ti­li­za­das (des­pre­o­cu­pa­das com a base for­ma­tiva do bal­let clássico).

A par­tir desse con­texto, paro e me per­gunto: como devem ser as aulas des­sas cri­an­ças que, pela idade, pos­si­vel­mente estão em um 1º e/ou 2º ano de uma escola de dança? Será que há uma pre­o­cu­pa­ção, por parte do pro­fes­sor, de trans­mi­tir, com muito cui­dado e muito deta­lhe, a base da téc­nica clás­sica? Os exer­cí­cios são fixa­dos mais de uma vez em dife­ren­tes momen­tos de uma mesma aula? Essas cri­an­ças real­mente com­pre­en­dem, den­tro de suas pos­si­bi­li­da­des cog­ni­ti­vas, as posi­ções de bra­ços e per­nas por exem­plo? Reflito bas­tante, rea­va­lio minhas pró­prias aulas e pro­curo pro­por­ci­o­nar uma fun­da­ção bem sólida no apren­di­zado dos pri­mei­ros pas­sos de cada aluno meu.

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Em uma aula de 1º e 2º anos de for­ma­ção clás­sica, con­cei­tos como épau­le­ment, port de bras, posi­ções de bra­ços, posi­ções de pés, plié, relevé, tendu e jeté, bem como o posi­ci­o­na­mento do corpo, o for­ta­le­ci­mento da mus­cu­la­tura do qua­dril, abdô­men e cos­tas, pre­ci­sam estar bem fixa­dos. Afinal, todos nós, bai­la­ri­nos e pro­fes­so­res, sabe­mos que esses são requi­si­tos basi­la­res para todo o desen­vol­vi­mento da téc­nica clás­sica, não sabemos?!

Os exer­cí­cios de intro­du­ção e, pos­te­ri­or­mente, fixa­ção de cada um des­ses con­cei­tos neces­si­tam ser decom­pos­tos e trans­mi­ti­dos de forma calma, clara e bem coe­rente. Uma pré­via expli­ca­ção é sem­pre neces­sá­ria, e a repe­ti­ção da mesma deve ser cons­tante. Os movi­men­tos não neces­si­tam ser ensi­na­dos de forma “atro­pe­lada”, pulando eta­pas ou de maneira super­fi­cial para que pos­sa­mos avan­çar com a maté­ria dada. Pelo con­trá­rio, o obje­tivo des­ses dois anos ini­ci­ais da for­ma­ção do bai­la­rino clás­sico é jus­ta­mente fixar bem a base da téc­nica clás­sica. As aulas pre­ci­sam con­ter todas as eta­pas: alon­ga­mento e for­ta­le­ci­mento da mus­cu­la­tura, exer­cí­cios na barra e a fixa­ção dos mes­mos no centro.

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Os sal­tos neces­si­tam de uma aten­ção espe­cial, pois a fun­ção do plié nesse momento deve ser lem­brada e relem­brada a fim de evi­tar pos­sí­veis lesões futu­ras. Começamos com os sal­tos bási­cos, de duas per­nas para duas per­nas, e avan­ça­mos con­forme a matu­ri­dade de cada turma.

É pre­ciso ter paci­ên­cia e per­se­ve­rança para se obter sucesso a longo prazo com o tra­ba­lho dos peque­nos bai­la­ri­nos. O pro­fes­sor que leci­ona em tur­mas ini­ci­ais neces­sita reci­clar seus conhe­ci­men­tos téc­ni­cos e meto­do­ló­gi­cos de tem­pos a tem­pos no intuito de enri­que­cer ainda mais sua forma de tra­ba­lhar. Desse modo, tanto ele quanto seus alu­nos sai­rão ganhando. Sei bem que, nessa fase, as aulas pare­cem ser “cha­tas” ou len­tas demais, há dias até em que ter­mi­na­mos com a sen­sa­ção de que não saí­mos do pri­meiro exer­cí­cio por repe­tir a mesma expli­ca­ção cerca de cinco vezes, mas acre­di­tem em mim: é bem melhor assim.

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Quando tra­ba­lha­mos de forma tran­quila, seguindo um pro­grama de curso bem estru­tu­rado, um plano de aula ela­bo­rado em bene­fí­cio do aluno e cer­tos de que os movi­men­tos estão sendo cons­tan­te­mente relem­bra­dos, ter­mi­na­mos o ano com a cer­teza de que o básico, o neces­sá­rio para que o bai­la­rino desen­volva todo o seu conhe­ci­mento téc­nico sem danos físi­cos futu­ros foi ensi­nado e muito bem fixado. Fica aqui, então, a dica para todos os pro­fes­so­res de bal­let: parem, ana­lise suas aulas, rea­va­liem seu tra­ba­lho, pes­qui­sem, reci­clem conhe­ci­men­tos e pro­por­ci­o­nem aos seus alu­nos uma base sólida e forte do ensino da téc­nica clás­sica. Afinal, gran­des bai­la­ri­nos se for­mam desde o pri­meiro ano de ballet!

 

Daney Bentin é bailarina e pedagoga de ballet clássico, assistente direta do mestre Fábio Matheus, mestranda em Memória Social com pesquisa em Filosofia da Dança e bolsista CAPES - UNIRIO.
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