16 dezembro 2014

Dicas de presentes para as bailarinas

Por

Natal é tempo de união, amor, paz, e mui­tas trocas.

Entre elas as de pre­sen­ti­nhos espe­ci­ais! E você quer acer­tar na lem­brança para a sua bai­la­rina? Veja as nos­sas dicas!ad01afd960caa770f357b7d6e8a75f1d

Na Loja Ana Botafogo, temos vários mode­los de blu­sas com dese­nhos ins­pi­ra­do­res. Confira:

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Blusa Unissex, diver­sos tama­nhos R$59;00

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– Blusa Lu, estampa 5 posi­ções, tama­nho único, R$69,00

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– Blusa lu, estampa não posso…, tama­nho unico, R$69,00

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– Chaveiro ponta, diver­sas cores, R$15,00

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– Sapatilhas meia ponta estam­pada, vários tama­nhos, R$69,00

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– Macaquinho Mary, tama­nho unico nas cores preto, cinza e roxo, R$109,00

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– Porta sapa­ti­lhas, diver­sas estam­pas, R$49,00

Curtiu? Aproveite que neste fim de ano nossa loja está aberta até dia 27/12, sábado! (Aos sába­dos, nosso horá­rio de aten­di­mento é de 10:30 às 14h, ok?).

Boas com­pras e FELIZ NATAL!

A Loja Ana Botafogo vende artigos para ballet e dança em geral para bailarinos e simpatizantes.
9 dezembro 2014

10 sinais de que você é apaixonado por dança:

Por

Você anda dan­çando, toma banho dan­çando, faz super­mer­cado dan­çando… Enfim, nem pre­cisa de música!

foto 1Seu guarda-roupa é basi­ca­mente com­posto de col­lants, meias-calças (90% estão ras­ga­das), sapa­ti­lhas, sapa­tos de dança. O resto é resto.

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Você tem habi­li­da­des incrí­veis como fazer um coque em 3 minu­tos e colar cílios pos­ti­ços rapidinho.

foto 3Suas ami­gas já per­gun­tam se você tem ensaio ANTES de te cha­ma­rem para sair.

foto 4Pegar algo no chão é sem­pre opor­tu­ni­dade para fazer um grand plié, um pen­ché… Aliás, você con­se­gue pegar coi­sas com os dedos dos seus pés.

foto 5Você apren­deu a cos­tu­rar desde o dia que sua mãe desis­tiu de cos­tu­rar suas sapatilhas.

foto 6Se você entra em uma loja ou site de dança, para com­prar um col­lant, sai com a loja inteira e mais um pouco.

foto 7Você acha gram­pos no cabelo per­di­dos por dias depois das apresentações.

foto 8Ao entrar na far­má­cia, você vai ime­di­a­ta­mente para onde está o remé­dio para dor, mesmo que esteja pro­cu­rando outra coisa.

Cold and flu products are pictured on shelving at grand opening of drugstore chain Walgreens newest flagship store in HollywoodVocê ama o que faz, e só isso importa!

foto 10E você, é um apai­xo­nado? Esperamos que sua his­tó­ria de amor com a dança tam­bém seja linda!

Beijo e arrase!

Cássia Martin é produtora de eventos, bailarina e pesquisadora de dança.
1 dezembro 2014

Capoeira - Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

Por

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San Salvador” — Rugendas J.M. 1834.*

 Na quarta-feira da semana pas­sada, dia 26 de Novembro de 2014, a Roda de Capoeira foi con­si­de­rada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O título é con­fe­rido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). A vota­ção ocor­reu durante a 9ª ses­são do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial. A reu­nião da UNESCO acon­te­ceu entre os dias 24 e 28/11, na sede da Organização, em Paris.

O título é con­fe­rido a expres­sões de vida e tra­di­ções que ances­trais pas­sam para seus des­cen­den­tes, de todas as par­tes do mundo. A comu­ni­dade inter­na­ci­o­nal ado­tou a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial em 2003 e, deste então, outras qua­tro tra­di­ções bra­si­lei­ras já foram agra­ci­a­das. A Arte Kusiwa — téc­nica de pin­tura e arte grá­fica pró­pria da popu­la­ção indí­gena Wajãpi, do Amapá, rece­beu o título em 2003. O Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA) em 2005, o Frevo (PE) em 2012 e o Círio de Nazaré (PA), que teve a ins­cri­ção feita no iní­cio de Dezembro do ano pas­sado e rece­beu o título, ofi­ci­al­mente, no pri­meiro dia da pro­cis­são deste ano, em 7 de Outubro de 2014.

A Roda de Capoeira é uma das mani­fes­ta­ções cul­tu­rais bra­si­lei­ras mais conhe­ci­das e pra­ti­ca­das no mundo. A prá­tica afro-brasileira é um mis­tura de arte mar­cial, esporte, dança, música e acro­ba­cia. Segundo infor­ma­ções do pró­prio Ministério da Cultura, a Capoeira é pra­ti­cada em mais de 160 paí­ses dos cinco continentes.

A ori­gem da Capoeira e da sua Etimologia é termo de dis­cor­dân­cia entre vários his­to­ri­a­do­res. O que se sabe é que os pri­mei­ros regis­tros da prá­tica come­ça­ram a apa­re­cer em Salvador, Rio de Janeiro e Recife no Séc. XVIII, mas acredita-se que a prá­tica vem desde o século XVII.

A his­tó­ria que mais conhe­ce­mos é a de que a capo­eira sur­giu em meio às humi­lha­ções, maus tra­tos, vio­lên­cia e con­di­ções desu­ma­nas às quais os escra­vos eram sub­me­ti­dos. A prá­tica era uma forma de treino para o com­bate, uma espe­rança de liber­dade e sobrevivência.

Para dis­far­çar o trei­na­mento de uma arte mar­cial, a capo­eira foi desen­vol­vida como uma falsa dança. Os pra­ti­can­tes a faziam den­tro de uma roda onde os seus com­pa­nhei­ros can­ta­vam e batiam pal­mas. Os gol­pes e “esqui­vas” (movi­men­tos de fuga de gol­pes) acon­te­ciam entre movi­men­tos dessa “falsa dança”, que seria o iní­cio do que hoje é cha­mado de ginga. Esse movi­mento, se o ana­li­sar­mos, é uma estra­té­gia de com­bate, pois não ofe­rece ao opo­nente um alvo fixo.

Em 1482, Portugal começa a inva­dir o que hoje é Angola. Já naquela época, exis­tia uma tra­di­ção entre os pas­to­res do sul, que cele­bra­vam a ini­ci­a­ção das jovens à vida adulta em uma cerimô­nia, um tipo de “festa de debu­tante”. Dentro dessa cerimô­nia, os homens dis­pu­ta­vam uma com­pe­ti­ção ao som de ata­ba­ques. O obje­tivo do “jogo” era con­se­guir encos­tar o pé na cabeça do adver­sá­rio, ganhava quem o fizesse. Como prê­mio, o ven­ce­dor tinha o direito de esco­lher uma noiva entre as que esta­vam sendo ini­ci­a­das à vida adulta, sem ter que pagar o dote.

Esta tra­di­ção, ou moda­li­dade de luta, foi expor­tada para o Brasil junto com os escra­vos. Durante o impé­rio, em alguns locais, a popu­la­ção se refe­ria ao jogo de Capoeira como “brin­car ou jogar de Angola”.

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Joueur d’Uruncungo” (O Tocador de Berimbau) – Debret J.B.  1826.*

Uma das teo­rias exis­ten­tes sobre o sur­gi­mento da pala­vra Capoeira, afirma que ela vem do Tupi Kapu’era. Ka’a sig­ni­fica mata, e pûera – que foi, por­tanto, “o que foi mata”. Ou seja, os locais de vege­ta­ção ras­teira onde supos­ta­mente os escra­vos se encon­tra­vam para a prá­tica da capo­eira. Esses locais eram uti­li­za­dos pelos índios para a agri­cul­tura e nor­mal­mente se encon­tra­vam ao redor das gran­des fazen­das de cana-de-açúcar, prin­ci­pal ati­vi­dade econô­mica da colô­nia na época.

Devido à enorme quan­ti­dade de fuga de escra­vos, da difi­cul­dade em capturá-los e da força quase mili­tar que a Capoeira adqui­riu nos Quilombos (assen­ta­men­tos dos escra­vos fora­gi­dos e outros povos e pes­soas que fugiam da repres­são colo­nial), na por­ta­ria de 31 de Outubro de 1821, o governo esta­be­le­ceu cas­ti­gos cor­po­rais seve­ros e outras medi­das de repres­são à prá­tica da capoeira.

Em 13 de Maio de 1888, o par­la­mento san­ci­o­nou a lei Áurea, que foi assi­nada pela Princesa Isabel. A lei abo­liu a escra­vi­dão no país, com isso, os negros foram aban­do­na­dos à pró­pria sorte, sem tra­ba­lho, mora­dia e com o des­prezo da soci­e­dade. Logo, grande parte dos negros foi mar­gi­na­li­zada, e com eles a capo­eira. Inevitavelmente, alguns come­ça­ram a fazer uso da téc­nica em tra­ba­lhos como guarda-costas, capan­gas, mer­ce­ná­rios e assas­si­nos de aluguel.

A então capi­tal da repú­blica, o Rio de Janeiro, era ate­mo­ri­zada por gru­pos de capo­ei­ris­tas conhe­ci­dos como Maltas. Em 1890, a República Brasileira, por Decreto, asso­ciou a Capoeira ao pri­meiro crime do Código Penal Brasileiro (com pena que pode­ria levar de dois a seis meses de reclu­são), proi­bindo e cri­mi­na­li­zando a sua prá­tica. Essa proi­bi­ção só foi total­mente revo­gada em 1940, quando a pala­vra capo­eira foi reti­rada do Código Penal Brasileiro.

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Negroes figh­ting. Brasils”. (Negros Lutando. Brasil). Augustus Earle, c. 1822 (Biblioteca Nacional da Australia).

Em 1932, Mestre Bimba fun­dou em Salvador a pri­meira aca­de­mia de Capoeira da his­tó­ria. Ele desen­vol­veu um dos pri­mei­ros méto­dos sis­te­ma­ti­za­dos de trei­na­mento, chamando-o de Luta Regional Baiana (já que a capo­eira ainda era proi­bida), um estilo de capo­eira com maior foco no marcial.

A Capoeira Angola é o estilo mais tra­di­ci­o­nal da Capoeira. Envolve a malí­cia, a malan­dra­gem, a impre­vi­si­bi­li­dade, com carac­te­rís­ti­cas de dis­si­mu­la­ção, brin­ca­dei­ras e até de tea­tra­li­za­ção, todo o neces­sá­rio para ven­cer seu oponente.

Vídeo: “Paz no mundo Camará: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”, de Carem Abreu.

Fontes: Sites do Ministério da Cultura, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Wikipedia, Revista de História da Biblioteca Nacional, site do Governo de Angola e tra­ba­lho de Ferreira, B.S.: “Imagens da capo­eira do século XIX”, de onde foram tira­das todas as imagens.

Ana Silvério é formada em "Coreografia, Metodologia e Pedagogia da Dança" na cidade de São Petersburgo, Rússia. Tradutora do livro de A.I.Vaganova "Fundamentos da Dança Clássica". É coreógrafa, professora, bailarina e pesquisadora da ciência da dança. Mantém a página Ana Silva e Silvério
24 novembro 2014

Sapatilha de ponta

Por
Foto por: KCBalletMedia

Não faça nada por conta própria!

O sonho de mui­tas meni­nas ao entrar no bal­let é usar sapa­ti­lhas de ponta. Já fala­mos algu­mas vezes aqui sobre o tempo e os pré-requisitos para o uso das pon­tas. Algumas pes­soas aca­bam caindo na bes­teira de come­çar a usar as sapa­ti­lhas sem ori­en­ta­ção de um pro­fis­si­o­nal. Totalmente errado.

Spitalfields Life / Sarah Winman

 

Saiba por­que você NÃO DEVE FAZER ISSO:

Pode se machucar!

Tentar sozi­nho pode resul­tar em dedos e pés machu­ca­dos, pés­simo domí­nio das téc­ni­cas e desen­can­ta­mento com o pro­cesso de apren­di­za­gem das pontas.

O bal­let tem regras. É uma téc­nica a ser seguida. Se engana quem acha que a sapa­ti­lha faz a bai­la­rina! O que faz a bai­laina é seu conhe­ci­mento pelo bal­let. Conhecimento prá­tico! Não adi­anta só ler. Por mais que a gente escreva sobre bal­let, são dicas ape­nas. Não existe um “passo a passo, bal­let aprenda você mesmo em tan­tos dias”.

Cuidado se você for muito nova, pois seus ossos não estão total­mente desen­vol­vi­dos, além de outros aspec­tos. E se você come­çou numa idade mais avan­çada, cui­dado tam­bém pois os ossos já estão intei­ra­mente (ou ao menos quase intei­ra­mente) desen­vol­vi­dos e mui­tas vezes fal­tará força para subir e dan­çar nas pontas.

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Espere o seu pro­fes­sor dizer se está apta ou não a uti­li­zar pon­tas. O mal uso das sapa­ti­lhas pode cau­sar danos per­ma­nen­tes em sua saúde.

E mesmo que você já faça aulas, muito cui­dado ao pra­ti­car em casa! Para não escor­re­gar, para não fazer os movi­men­tos erra­dos, para não ten­tar for­çar posi­ções e fazer pas­sos que ainda não con­se­gue ou não está preparada.

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No momento certo tudo ficará bem, pode ter cer­teza! Vamos lá, bailarinas!

Ah, e se qui­ser dar uma olhada no que temos sobre sapa­ti­lha na loja vir­tual Ana Botafogo é só cor­rer aqui.

Beijos!

Dryelle Almeida é publicitária, bailarina e idealizadora do Blog Mundo Bailarinístico .
17 novembro 2014

Série Grandes Nomes – DENNIS GRAY

Por

A falta que ele nos faz!

Em um dis­tante 20 de junho, na não menos dis­tante Araçatuba, cidade do inte­rior de São Paulo, nas­cia o menino Nelson, filho de Herculano Theodoro Rodrigues, fazen­deiro, enge­nheiro, dono de car­tó­rio e polí­tico, e de Irma Ridolphi Rodrigues, pren­dada dona de casa. Como todas as cri­an­ças que mora­vam dis­tan­tes dos gran­des cen­tros urba­nos, Nelson cres­ceu cer­cado de muito verde, subindo em árvo­res, “apron­tando todas” na escola, fre­quen­tando aulas de cate­cismo e de nata­ção que sim­ples­mente ado­rava e que aca­bou lhe dando a meda­lha de cam­peão de salto de tram­po­lim no melhor clube local.

Por ser o único filho homem da famí­lia, teve pro­fis­são desig­nada pelo pai mesmo antes de nas­cer: seria enge­nheiro! (Pois sim! Só se fosse enge­nheiro de sonhos, como de fato acon­te­ceu.) Bastou o Circo Dorami che­gar a Araçatuba para dei­xar Nelson, 13 anos na época, abso­lu­ta­mente fas­ci­nado. E fas­ci­nado pela bai­la­rina com seus pas­sos deli­ca­dos e ges­tos que pare­ciam sair de uma cai­xi­nha de música.

Até aquele momento nunca tinha ouvido falar em bal­let, mas a ami­zade com o palhaço do Dorami deu a ele a opor­tu­ni­dade de fazer parte daquele mundo encan­tado. Foi apren­diz de tra­pe­zista, dava cam­ba­lho­tas na cama elás­tica, enfim, fazia um pouco de tudo.

Em dezem­bro de 1943, par­tiu para São Paulo e nunca mais vol­tou. A garan­tia da ali­men­ta­ção e do trans­porte vinha de um modesto emprego como con­tí­nuo do jor­nal Diários Associados. As sua­das eco­no­mias ele guar­dava para assis­tir tea­tro, ópera, ballet.

No Teatro Municipal de São Paulo conhe­ceu Joaquim Alvez Lima, que lhe falou sobre Maria Olenewa e o incen­ti­vou a estu­dar dança com a grande pro­fes­sora russa, fun­da­dora da Escola e do Corpo de Baile do Municipal do Rio de Janeiro. Por um “acaso” do des­tino, naquele momento ela tra­ba­lhava na capi­tal pau­lista. E em de março de 1944, depois da pri­meira aula com Olenewa, “alguém” puxou os cor­dões e fez a magia acon­te­cer. A par­tir desse momento, Nelson desa­pa­re­ce­ria para se trans­for­mar defi­ni­ti­va­mente em Dennis Gray, nome, aliás, suge­rido pela pró­pria professora.

Flexível ao extremo, ágil demais e dono de uma força de von­tade imba­tí­vel, o novo aluno não pas­sou des­per­ce­bido aos olhos da mes­tra. Depois de muito suor e muito sacri­fí­cio para exe­cu­tar pliès, ten­dus e bat­te­ments ganhou uma figu­ra­ção em Paganini, com a Companhia de Colonel de Basil. Em seguida, pas­sou a fazer parte do corpo de baile do Municipal pau­lis­tano, dan­çando as óperas Rigoleto, Carmen e Thaís.

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La fille mal gardèe

Em julho de 1945, acom­pa­nhado de seu grande amigo Johnny Franklin, desem­bar­cou no Rio de Janeiro e logo se matri­cu­lou na Escola de Dança do Teatro Municipal. No mesmo ano apresentou-se pela pri­meira vez, dan­çando um dos fau­nos de Bacanal, da ópera Tannhauser, de Wagner. Em 1949, o mes­tre e coreó­grafo tcheco Vaslav Veltchek, que diri­gia a Escola de Dança e o Ballet do Municipal, nomeou Dennis Gray o pri­meiro dan­seur de caractère da com­pa­nhia (um dan­seur de caractère recebe for­ma­ção téc­nica idên­tica a de um danseur-noble. Mas isso não quer dizer que um tenha mais valor que outro. O bai­la­rino de cará­ter deve ser tam­bém um ator ver­sá­til, um mímico pro­fun­da­mente expres­sivo, ter extrema agi­li­dade e domi­nar as dan­ças fol­cló­ri­cas, talen­tos que Dennis Gray tinha de sobra). No mesmo ano, foi pre­mi­ado como Bailarino-Revelação de 1949 pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Entre os anos de 1950 e 1960 o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro viveu um de seus mai­o­res momen­tos sob a dire­ção de Tatiana Leskova que orga­ni­zava duas tem­po­ra­das por ano. Sempre muito exi­gente com as core­o­gra­fias e a pos­tura dos bai­la­ri­nos, insis­tia que Dennis Gray lem­brasse sem­pre da grande mes­tra, Maria Olenewa. Sua pas­sa­gem pelo Municipal fez com que o reper­tó­rio da com­pa­nhia enri­que­cesse demais, com obras tra­di­ci­o­nais e outras core­o­gra­fa­das por ela mesma. Leskova valo­ri­zava muito bai­la­ri­nos como Dennis Gray, esfor­ça­dos e sem­pre bus­cando o melhor. Tal pos­tura ren­deu a ele papeis de des­ta­que em todas as tem­po­ra­das, e tam­bém o incen­tivo para se tor­nar coreógrafo.

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La fille mal gardèe

Ao longo da car­reira, o menino de Araçatuba pas­sou a cole­ci­o­nar prê­mios, tais como Medalha de Ouro como melhor bai­la­rino de tem­po­rada (1951); Medalha Carlos Gomes (1965); Troféu Nijinsky (1968); Medalha de Melhor Coreógrafo Brasileiro (1979); Prêmio Golfinho de Ouro (1985) e Prêmio de Bailarino-Revelação, entre mui­tos outros.

Aliando a calma e a exi­gên­cia de per­fei­ção de um vete­rano, com o ner­vo­sismo e emo­ção de um estre­ante, ele se con­sa­grou como bai­la­rino e coreó­grafo, dei­xando um rico legado para a dança no Brasil e mui­tas lem­bran­ças nos cora­ções dos alu­nos que sem­pre segui­ram seus ensi­na­men­tos. Dennis Gray tornou-se um artista com­pleto. Sempre estu­di­oso e esfor­çado, tudo no tea­tro des­per­tava seu inte­resse. Fez mímica, inter­pre­ta­ção, ceno­gra­fia, música, mas bal­let sem­pre foi a pri­o­ri­dade abso­luta, ser­vindo de lição e exem­plo de dedi­ca­ção para todos.

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Para Manoel Francisco, bai­la­rino, maî­tre do Ballet do Theatro Municipal e um dos her­dei­ros do pri­vi­lé­gio de inter­pre­tar Dr. Coppelius, “o per­so­na­gem talismã” de toda a car­reira de Dennis, segundo as pala­vras do pró­prio mes­tre. “Ele foi um dos gran­des exem­plos que tive, um artista ímpar, per­so­na­lís­simo, um ator em cena, além de grande bai­la­rino. Nossa vivên­cia no Theatro Municipal do Rio foi como mes­tre e apren­diz, sem­pre com uma grande dose de gene­ro­si­dade. Cresci artis­ti­ca­mente obser­vando, apren­dendo com as lições do mes­tre. Suas inter­pre­ta­ções de Sancho Pança em Don Quixote, Madame Simone em La Fille mal Gardée são anto­ló­gi­cas. Fui ensai­ado por ele pra inter­pre­tar Madame Simone, cer­ta­mente um dos pon­tos altos de minha car­reira. A opor­tu­ni­dade que esse papel dá ao artista é mag­ní­fica, e Dennis, com sabe­do­ria e extrema boa von­tade me deu ori­en­ta­ção, rumo, con­se­lhos. E foi espe­ta­cu­lar sen­tir a rea­ção da pla­teia a cada tra­pa­lhada de minha viúva Simone. Além do cari­nho e ami­zade que nos uniu sem­pre, o que mais me encan­tava e hip­no­ti­zava em Dennis era sua inter­pre­ta­ção de Dr. Coppelius em Coppélia. Com abso­luta cer­teza um dos mai­o­res do mundo, ele foi lou­vado, aplau­dido, incen­sado por esse que foi o maior papel de sua vida! E qual não foi minha sur­presa quando agora em 2014 ganhei a opor­tu­ni­dade de ser eu o Dr. Coppelius na tem­po­rada de Coppélia no Theatro Municipal. Dividi a cena nesse bal­let com Dennis inú­me­ras vezes, assis­tindo a majes­tosa inter­pre­ta­ção do velho fabri­cante de bone­cos. O que me ser­viu agora de ins­pi­ra­ção pra home­na­gear meu mes­tre que­rido, que lá do céu deve ter ficado feliz com seu amigo e dis­cí­pulo aqui. Minha inten­ção foi home­na­gear esse grande nome que além de amigo foi meu mes­tre; devo muito às mag­ní­fi­cas his­tó­rias e epi­só­dios de sua vida que ele divi­dia com gene­ro­si­dade. Por essas e por outras é que me sinto feliz e rea­li­zado de poder per­pe­tuar o nome de Dennis Gray, um dos gran­des artis­tas do cená­rio bra­si­leiro! Meu mes­tre e meu amigo pra sempre!”

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Manoel Francisco como Dr. Coppelius

Quanto a mim (autora deste post que vocês estão lendo), bem.… nunca fui aluna dele – nunca tive talento para ir tão longe – mas con­vi­ve­mos bas­tante quando ele assu­miu a dire­ção artís­tica da Academia Johnny Franklin depois da morte do “pro­fes­sor”. Confesso, entre­tanto, que não resisti e “filei” algu­mas bar­ras (cen­tro, nunca!!!!!!!) devi­da­mente anco­rada na expe­ri­ên­cia das minhas que­ri­das Camile Salles e Beth Tinoco. Entre as duas, se batesse uma crise de pânico, tinha de quem “colar”. Saía lite­ral­mente aos peda­ços, mas feliz da vida. Acontece que Dennis Gray sabia tanto, mas tanto, e con­se­guia trans­mi­tir todos os seus conhe­ci­men­tos com tanta maes­tria que até quando sen­tava no can­ti­nho da sala sem­pre con­se­guia apren­der alguma coisa.

Fazia o gênero zan­gado, muito zan­gado, bravo mesmo, impa­ci­ente, exi­gente e às vezes me pare­cia meio “tra­vado” quando insis­tia em abraçá-lo. Mas eu fin­gia que não estava vendo e abra­çava assim mesmo. O com­por­ta­mento era o mesmo em momen­tos de mui­tos elo­gios. Não gos­tava, gos­tando muito. Uma pes­soa fas­ci­nante, sem dúvida alguma.

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Além do ines­que­cí­vel Dr. Coppelius (perdi a conta de quan­tas vezes tive o enorme pra­zer de assisti-lo neste papel), outro que me mar­cou para sem­pre foi o da viúva Simone, em La fille mal gardèe. Quem viu cer­ta­mente não esque­cerá jamais. Como jamais esque­cerá Dennis Gray!

Em 2005, aos 81 anos, ele se foi para sem­pre, cer­cado de mui­tas home­na­gens de artis­tas do Rio de Janeiro e de todos os seus cole­gas no Theatro Municipal.

Para sem­pre????

Tenho minhas dúvidas.

Pessoas como Dennis Gray não mor­rem, ficam encantadas.

Fotos de Manoel Francisco (Acervo Particular)

Claudia Richer é jornalista, dirigiu revistas femininas importantes, foi correspondente internacional e também é atriz formada pela Uni RIo.
10 novembro 2014

Paixão e frustração no balé

Por
Foto por: KCBalletMedia

Sim, siga­mos.

Como o balé está asso­ci­ado à per­fei­ção de movi­men­tos com­ple­xos, é muito fácil se frus­trar nessa ati­vi­dade. Tenha a pes­soa a idade que tiver.

E exis­tem, sim, limi­ta­ções que o corpo vai impondo no decor­rer do tempo. As arti­cu­la­ções vão ficando mais pre­sas, os mús­cu­los mais frou­xos, o exato oposto do que pre­ci­sa­mos como bai­la­ri­nos, aliás.

Nesse cená­rio, o adulto tende a se frus­trar mais, claro.

E frus­tra­ção pode cau­sar ansi­e­dade: será que essa limi­ta­ção é definitiva?

E frus­tra­ção pode cau­sar desâ­nimo: será que vale a pena tanto sacrifício?

Como desis­tir do balé seria desis­tir de mim, acho que criei meca­nis­mos de sobre­vi­vên­cia à frus­tra­ção, para olhar com espe­rança para o movi­mento.
FOTO CHRISTINE

Colegas que come­ça­ram muito cedo, hoje, na fase adulta, vivem dizendo: ah, não con­sigo mais fazer isso, não con­sigo mais fazer aquilo.

Como come­cei agora, e ainda não tes­tei todos os meus limi­tes, sem­pre penso: AINDA não con­sigo fazer isso, AINDA não con­sigo fazer aquilo.

E tenho uma fé danada no poten­cial do corpo. E tenho uma fé danada no poten­cial que a vida tem de nos surpreender.

Se não ten­tar­mos de ver­dade, como sabe­re­mos onde pode­ría­mos ter che­gado se não com­prás­se­mos o dis­curso da limi­ta­ção? Como sabe­re­mos que a limi­ta­ção AINDA não era irreversível?

Jean Marie, meu mes­tre de balé na Sauer, cos­tuma dizer que a difi­cul­dade está muito mais na mente do que no corpo.

E con­cordo cada vez mais com isso.

Converso muito com as minhas célu­las. E sei que elas me enten­dem. Converso muito com o uni­verso, que parece enten­der minha pai­xão também.

Se a tra­je­tó­ria em busca de um sonho é antes de mais nada uma tra­je­tó­ria em busca de si mesmo, que a pai­xão nos per­mita esse mer­gu­lho no auto­co­nhe­ci­mento, por­que o “sonho” é um cha­mado que se jus­ti­fica em si mesmo, é o que o uni­verso pode ter nos con­fe­rido como pro­pó­sito de existir.

Tudo o que não quero é vol­tar ao tempo em que tinha sau­dade de mim, sau­dade do que pode­ria ter sido. Não quero, nunca mais, olhar o tempo como inimigo.

Sim, siga­mos.

Como jornalista, Christine White trabalhou em grandes veículos de comunicação, no Brasil e nos Estados Unidos, até decidir, aos 50 anos, realizar um sonho antigo: tornar-se uma bailarina. E de técnica refinada. Aqui, ela relata o dia-a-dia da transformação que tem vivido desde janeiro de 2012. E com o mesmo apetite pela informação que marcou sua vivência como repórter, ora numa CNN, ora numa Rádio Jornal do Brasil; Christine encontra agora novos caminhos para seu aprendizado "tardio" do ballet, e divide conosco seus achados.
4 novembro 2014

Ensino do ballet para adultos: Considerações - 12ª parte

Por
Foto por: KCBalletMedia

Olá, nesta pos­ta­gem pre­tendo expres­sar a minha opi­nião sobre um assunto que, hoje em dia, con­si­dero muito impor­tante: o da for­ma­ção de pro­fes­so­res de dança em nível superior.

Como disse na pos­ta­gem ante­rior, ainda não existe nenhuma regu­la­men­ta­ção que exija que nós, pro­fes­so­res da área, seja­mos licen­ci­a­dos em dança para leci­o­nar­mos em esco­las livre (aca­de­mias e esco­las de dança). Em geral, come­ça­mos a tra­ba­lhar seri­a­mente como artis­tas muito cedo e, por vezes, nos tor­na­mos pro­fes­so­res antes mesmo de ter­mi­nar­mos qual­quer graduação.

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Quando meus alu­nos adul­tos entram na minha sala de aula, não per­cebo uma pre­o­cu­pa­ção nesse sen­tido. Nunca nin­guém me per­gun­tou se eu tinha uma gra­du­a­ção, quiçá uma licen­ci­a­tura. Observo que, quando eu falo da minha expe­ri­ên­cia como bai­la­rina pro­fis­si­o­nal, os meus alu­nos ficam esti­mu­la­dos. Já quando falo da minha for­ma­ção uni­ver­si­tá­ria (Fisioterapia) e da minha pes­quisa com a dança no mes­trado (Educação Física), eles ficam sur­pre­sos, acham inte­res­sante e no máximo per­gun­tam sobre aquela “dorzinha”…(risos). O que me leva a crer que não existe, ainda, uma expec­ta­tiva dos alu­nos adul­tos de que os seus pro­fes­so­res sejam licen­ci­a­dos em dança.

Desde o começo do ensino da téc­nica do balé clás­sico, com a cri­a­ção da Academia Real de Dança na França, na segunda metade do século XVII, sob os aus­pí­cios de Luís XIV, esta nobre arte foi pas­sada de forma oral pelos gran­des mes­tres da dança que foram, antes de tudo, bailarinos. Por que hoje deve­ria ser dife­rente? Por que acho impor­tante a gra­du­a­ção em dança?

Porque reu­nir os sabe­res sem­pre amplia a dimen­são do tra­ba­lho. Acredito que mui­tos pro­fes­so­res que não são licen­ci­a­dos em dança (eu não sou) podem e ensi­nam muito bem o balé. É pre­ciso dei­xar claro que con­si­dero impres­cin­dí­vel o talento para ensi­nar e ter pas­sado pelo apren­di­zado prá­tico do balé de alto nível para ensi­nar a téc­nica. Nenhuma licen­ci­a­tura pode dar a expe­ri­ên­cia do balé e nem a voca­ção para o ensino. Sempre digo isso aos meus alu­nos na Universidade. Mas, com cer­teza a soma do teó­rico com o empí­rico vai engran­de­cer o ensino do balé. Disciplinas como Estética, Filosofia, Anatomia, Fisiologia, Pedagogia, entre tan­tas outras, podem abrir novas pers­pec­ti­vas. Posso já ima­gi­nar que pro­fis­si­o­nais incrí­veis tere­mos no futuro.

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 foto: repro­du­ção

Estudar a dança, o corpo em todas as suas pos­si­bi­li­da­des, é mara­vi­lhoso e só vai agre­gar mais valor ao tra­ba­lho do pro­fes­sor de dança. A oferta de gra­du­a­ções em Dança vem cres­cendo muito neste século. Hoje, no Brasil, temos 33 cur­sos de licen­ci­a­tura em Dança (e-Mec), sendo que o pri­meiro curso foi cri­ado há mais de cin­quenta anos na Universidade Federal da Bahia.

Mais uma vez eu digo que é pre­ciso estar ante­nado com o nosso tempo. O apren­di­zado da dança, atu­al­mente, requer mais conhe­ci­men­tos acerca do corpo e suas fun­ci­o­na­li­da­des, e da con­tex­tu­a­li­za­ção da dança, no tempo e no espaço, den­tro de sala de aula. O mundo está cada vez mais glo­ba­li­zado e espe­ci­a­li­zado e a dança acom­pa­nha a soci­e­dade em que vive. Que a licen­ci­a­tura em Dança possa ser mais uma fer­ra­menta para os pro­fes­so­res do balé clás­sico para que pos­sa­mos evo­luir sempre.

Termino citando a exce­lente pes­qui­sa­dora Mariana Monteiro: “Todo balé, quando assim se deno­mina, está impli­ci­ta­mente reconhecendo-se como her­deiro de uma tra­di­ção. O con­ceito de balé esta­ria expres­sando uma auto­cons­ci­ên­cia da dança oci­den­tal que se per­cebe como uma ruína que vive e revive em com­pro­misso estreito com o pas­sado, embora sem­pre renovado” *.

Até a pró­xima, Bjs, Helô
* MONTEIRO, Mariana. “Balé, tra­di­ção e rup­tura” In: PEREIRA, Roberto; SOTER, Silvia (orgs.). Lições de Dança 1. Rio de Janeiro: UniverCidade Ed. 2006.

Heloisa Almeida pertenceu ao Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e ao Corpo de Baile do Teatro Guaíra em Curitiba. Formou-se em fisioterapia e atualmente é professora do curso de dança da UniverCidade e pertence ao corpo de professores do Lyceu Escola de Danças.
31 outubro 2014

Na agenda

Por

E-FLYER

A Loja Ana Botafogo vende artigos para ballet e dança em geral para bailarinos e simpatizantes.
29 outubro 2014

10 coisas que apendi com o ballet

Por

Ao longo des­ses anos bai­la­ri­nando e dando aulas de bal­let, aprendi algu­mas coi­sas que trago pra minha vida.

10 coi­sas que apendi com o ballet:

1 — Cada pes­soa tem seu tempo
Nem todo mundo vai apren­der no mesmo tempo e com as mes­mas faci­li­da­des das outras pes­soas. É pre­ciso enten­der isso, estando você apren­dendo ou ensi­nando. É pre­ciso con­se­guir per­ce­ber isso tam­bém. Aceitar se você é a pes­soa que demora para apren­der e res­pei­tar se você é o pro­fes­sor que pre­cisa lidar com quem não con­se­gue assi­mi­lar tão rápido, ou até assi­mila, mas não faz.

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2 — Tudo tem seu tempo
Nada acon­te­cerá do dia pra noite. No iní­cio, seja das aulas, seja na mon­ta­gem de core­o­gra­fias, seja no começo do tra­ba­lho nas pon­tas, tudo pare­cerá muito difí­cil. Só a prá­tica vai faci­li­tar. Não dá para desis­tir, a não ser que você, como aluno, se sinta mal indo às aulas.

3 — Devemos fazer o que gos­ta­mos
Não adi­anta fazer por­que a mãe quer ou por­que a escola deter­mina: não vai dar certo!!! Nem com a pes­soa que tem a maior faci­li­dade do mundo. Se ela não gosta, ela não deve ir. E tem gente que gosta, mas tem difi­cul­da­des. Essa pes­soa sim, vai cres­cer aos pou­cos, vai evo­luir, por que ela quer estar ali e quer os resul­ta­dos. Se sen­tir bem é o pri­meiro passo.

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4 — Ser res­pon­sá­vel
O bal­let é dis­ci­pli­na­dor. Você se torna mais res­pon­sá­vel e ganha tam­bém con­cen­tra­ção ao fazer as aulas. Chegue no horá­rio, use os uni­for­mes, res­peite o pro­fes­sor, bus­que melho­rias, tudo isso e muito mais faz parte da rotina de quem faz bal­let e isso vai para a vida toda.

5 — Não jul­gar o tra­ba­lho alheio
Quando a gente sabe a difi­cul­dade que é, apren­de­mos a ver o tra­ba­lho dos outros com outros olhos. Antes de sair achando algo muito ruim, vale pen­sar que aque­las pes­soas podem não ter estru­tura para fazer melhor, mas mesmo assim estão ten­tando, não desis­ti­ram de dan­çar e dos seus sonhos.

6 — Lidar com os sonhos das pes­soas
Como pro­fes­sora, devo lem­brar sem­pre que estou lidando com os sonhos daquela pes­soa. Portanto, muito cui­dado com as pala­vras, elas têm poder. Demorei para per­ce­ber isso e me colo­car no lugar das pes­soas é um exer­cí­cio que tento fazer dia­ri­a­mente para lidar com elas da melhor forma possível.

7 — Ensinar é apren­der
A pes­soa que mais aprende é aquela que ensina. Ela aprende a ensi­nar, aprende a se per­ce­ber e aprende com os erros e acer­tos das pes­soas que estão apren­dendo.  E busca mais infor­ma­ções para passar.

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8 — Passa mais ver­go­nha quem tem ver­go­nha
Quanto menos ver­go­nha você tem, menos ver­go­nha você passa. Se você for muito tímido, todos irão te notar.

9 — Nada vem de graça
“Nem o pão, nem a cachaça”. Para qual­quer coisa na vida você vai pre­ci­sar lutar muito para con­se­guir. Repetição, can­saço, exaus­tão, dis­ci­plina… Pra tudo. Precisa sem­pre fazer o seu melhor.

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10 — Comer para viver e não viver para comer
Alimentar-se sau­da­vel­mente fará bem pro corpo e pra mente.

E você, quais lições tirou e tira dia­ri­a­mente da aula de ballet?

Dryelle Almeida é publicitária, bailarina e idealizadora do Blog Mundo Bailarinístico .
24 outubro 2014

8° Seminário de Dança da Faculdade Angel Vianna

Por

Alô, alô, bailarinos!

Acontece até 26 de outu­bro, no Teatro Cacilda Becker, um semi­ná­rio impor­tante a quem se inte­ressa à pro­du­ção de dança. O evento se carac­te­riza pela cri­a­ção de um amplo campo de diá­logo entre diver­sas pers­pec­ti­vas que atra­ves­sam a exis­tên­cia no corpo.

Os con­vi­da­dos são: Ivaldo Bertazzo, Helena Katz, Dulce Aquino, Lola Brikman, Nereida Vilela, Jorge Albuquerque, todos em diá­logo com Angel. Além dos deba­tes com par­ti­ci­pan­tes do Brasil inteiro, acon­te­cem aulas prá­ti­cas, con­fe­rên­cias, pales­tras e performances.

O encon­tro dos coreó­gra­fos Paulo Caldas, Maria Alice Poppe, Márcia Rubin, Alexandre Franco, Fred Paredes e Esther Weitzman, por exem­plo, é um dos pon­tos altos do evento, segundo os organizadores.

Para outras infor­ma­ções visite o site da escola: http://www.escolaangelvianna.com.br/

A Loja Ana Botafogo vende artigos para ballet e dança em geral para bailarinos e simpatizantes.
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