Sapatilhas de ponta: tudo o que você precisa saber

Carol Lancelloti, do canal Meia Ponta, fala sobre as principais marcas de sapatilha de ponta e a diferença entre elas. Confira no vídeo:

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7 FORMAS DE VIVER DA DANÇA SEM SER BAILARINO PROFISSIONAL

Você sabia que existem várias opções de carreira que envolvem dança e não necessariamente exigem que você seja um bailarino profissional ou que tenha um nível técnico avançado? Nesse vídeo, nossa parceira de conteúdo, Renata Darzi, do canal da Escola Petite Danse, dá 7 dicas de profissões que podem te manter financeiramente estável e não exigem tanto da sua performance nos palcos!

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Ballet Adulto: Expectativa vs Realidade

Tem curiosidade de saber como é começar a fazer ballet já adulta? Nossa parceira de conteúdo, Carol Lancelloti, do canal Meia Ponta, relembra todas as expectativas que tinha e conta o que conseguiu realizar. Veja no vídeo:

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Ensino da técnica do ballet clássico para adultos: Considerações – 16ª parte

Olá,

Finalizando a minha série sobre o trabalho na barra, nesta postagem o objetivo é refletir sobre o exercício do battement developpé.

Habitualmente chamado de developpé nas salas de aula de balé é, conforme a mestra Vaganova, um movimento de adágio e com tempo lento. Aragão e Caminada (2006, p. 142) traduzem a palavra developpé como desenvolvido, desdobrado.

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Fiz ballet quando eu era pequena, consigo voltar?

Essa é a pergunta de muitas leitoras do Blog e tenho certeza que muita gente que já fez ballet quando era criança tem essa mesma dúvida. A verdade mesmo é que todas têm a resposta dentro de si, no coração, só que muitas vezes tem medo de ouvir o SIM como resposta.

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Ballet Adulto – Nunca fiz ballet na vida

“Nunca fiz Ballet na vida, mas sempre tive vontade de fazer, eu acho tão bonito”… Quantas e quantas vezes eu já ouvi essa frase em resposta quando eu digo que faço ballet! E a minha resposta sempre é: “E porque não vai fazer?” – O ballet para não crianças existe, está cheio de adeptos e adeptas incentivando, inspirando e mostrando que a o ballet não é só para crianças, o ballet é para quem quiser fazer!

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3 DICAS IMPERDÍVEIS PARA SOLISTAS

Durante várias anos no qual participo da banca de jurados em diversos festivais, tenho certo de que é preciso mais do que a técnica deslumbrante para ter sucesso em competições nacionais e internacionais. Você também precisa de um excelente coach (treinador).

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Meu sonho era ser bailarina

As manifestações culturais se expressam em diversas áreas como na música, no teatro, nos esportes e na dança. Historicamente a dança sempre se mostrou instrumento fundamental para a expressão de um povo, seja de forma religiosa, lúdica ou performática.

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Ballet adulto – Comece sem medo

Esses dias uma aluna nova, adulta, que nunca fez ballet antes, entrou nas aulas e duas coisas me chamaram a atenção e me fizeram vir escrever esse post.

A primeira observação é a facilidade que ela teve em entender os movimentos, as posições, a colocação do corpo de uma maneira geral, seguindo o ritmo. E a segunda observação, é dessa que vou falar aqui: é a cara de medo dela!

Primeiro foi assistir a primeira aula, sem fazer, só olhar. Quando terminamos a aula eu perguntei se ela gostou e ela respondeu que sim mas que estava assustada. A turma está um pouco adiantada em relação a ela que é iniciante, mas por questões de horário e estrutura e nessa turma que ela teria que voltar e voltou! Eba! Ela ter voltado foi a primeira vitória do ballet.

Então ela está frequentando as aulas, mas com aquele olho esbugalhado, uma tensão que transparece em cada gesto. A questão é, medo de que? Não há o que temer! Primeiro porque, no ballet, assim como em qualquer situação que a gente possa estar com medo ou vergonha, aquilo é tão íntimo e as pessoas ao nosso redor não estão nem aí pra nada disso. Ninguém está nos julgando ou cobrando, além de nós mesmos.

Além disso, todo mundo ali naquela turma já passou por isso. As primeiras aulas, os primeiros passos, as primeiras dores e as descobertas. Todos sabem ou imaginam como está se sentindo em seus primeiros dias de aula.

Comece sem medo! Entregue-se!

Não ache que você não vai conseguir, que as coisas são intangíveis, pois não são.

Basta querer, prestar atenção, repetir, repetir, repetir, perguntar que vai sair!

Texto publicado originalmente no blog Mundo Bailarinístico


Esfriou? Aumentou a nossa necessidade de se aquecer antes das aulas

Com a queda da temperatura fica ainda mais essencial que façamos o aquecimento antes de começarmos as nossas aulas. O aquecimento previne lesões e garante ganhos progressivos nos exercícios que fazemos em seguida.

Mas como posso me aquecer?

Abaixo alguns exercícios que são bons para fazer durante o aquecimento:

Flex e ponta
Sentar com as costas retas e as pernas esticadas a frente.
Flexionar os pés para cima, isso ajudará na meia ponta e nos saltos.
Depois estique-os para baixo, inclinando peito e dedos dos pés, para fazer ponta.

Borboleta
Sentar-se com o pescoço e pernas eretas, juntar os pés e balançar. Vai ajudar no en dehors.
Depois mantendo a borboleta, levar os braços para o chão na frente do corpo, para alongar fortemente o quadril e costas. Cabeça no pé.

Andar pela sala
Caminhando pela sala de aula, pode aumentar e diminuir o ritmo da caminhada, quem sabe até correr.

Mexendo a cabeça
Exercitar as diversas maneiras de se colocar a cabeça: frente, atrás, para baixo, virada e inclinada.

Ombros
Movimentar os ombros juntos e separados para cima e para baixo e rotação.

Elevações
De frente para a barra, na sexta ou primeira posição, fazer elevações e relevés. Pode começar alternando um pé na meia ponta, depois o outro e por fim fazer com os 2.

Pliés
São sempre bem-vindos como aquecimento.

Você também pode utilizar polainas, perneiras, calças ou meias de lã para ajudar no aquecimento.

Texto publicado originalmente no blog Mundo Bailarinístico


Estreia mundial do ballet “O Menino do Pijama Listrado”

No último dia 25 de maio, no centro cultural “Cast”, em Doncaster, Inglaterra, estreou mundialmente o ballet “O Menino do Pijama Listrado”. Baseado no livro homônimo do escritor irlandês, John Boyne, lançado em 2006, a história foi adaptada para um filme de longa-metragem, em 2008. O enredo dramático é simples e linear, porém denso.

O menino Bruno, belamente interpretado por Metthew Koon, é filho de um general da SS, o exército nazista. O general, interpretado por Javier Torres, é promovido à comandante e se muda de Berlim com a família. Bruno, seu pai, sua mãe (Hannah Bateman) e a irmã Gretel, de 13 anos. Interpretada por Antoinette Brooks-Daw, Gretel chamou a atenção pela doçura e precisão.

Assim que abriram as cortinas, a primeira cena nos situou em tempo em espaço. Uma sala fria com luz entrando por uma vidraça bem acima da mesa de madeira, posta em um pequeno elevado, onde o comandante trabalhava. Uma águia prateada, símbolo do exército alemão, era a única peça de decoração além da mesa. A decoração do ballet, criada por Mark Bailey, foi simples, objetiva e eficaz. Em especial a cerca.

Com um lado mais alto que o outro, a cerca atravessava o palco em linha reta e transmitia a ideia da imensidão de ‘out-with’. Esse é o nome do local, segundo Bruno, um menino de 8/9 anos. Out-with é provavelmente Auschwitz. Na longa cerca, Bruno conhece Shmul (Filippo Di Vilio). Um menino que vive do outro lado e veste um pijama listrado. Os dois, que tinham a mesma idade, ficam amigos. Bruno visita-o regularmente e um dia decide entrar no campo de concentração para ajudar Shmul a encontrar seu pai. Shmul leva para Bruno um pijama como o dele e os dois se misturam com outros prisioneiros. São levados a uma sala onde devem entregar os uniformes listrados, e mortos numa câmara de gás.

O pai de Bruno, que se tornou o diretor de ‘out-with’ como parte da sua promoção, fica desolado ao encontrar, junto com a sua esposa, as roupas de Bruno do lado de fora da cerca.

O coreógrafo Daniel Andrade, que é Brasileiro, conseguiu, explorar o temperamento de cada personagem, não só através de sua coreografia, mas também através da plasticidade individual dos bailarinos. Com cada movimento cuidadosamente escolhido e trabalhado, a coreografia de Andrade mostrou riqueza de detalhes, porém, nenhum desnecessário. Houve muita dança durante todos os momentos, inclusive em momentos onde tradicionalmente se faz mise-en-scène, como cumprimentos. Através de soluções teatrais fantásticas e cenas muito bem costuradas, Daniel de Andrade transmitiu com maestria a história proposta.

A promoção do pai de Bruno foi encenada pelo Fury em uma bela dança com soldados. O Fury, que em inglês quer dizer fúria, é a interpretação/pronúncia de Bruno para Führer (Hitler). Esse jogo de conceito e sentido está na obra literária de Boyne. Porém, o coreógrafo Andrade foi além. Daniel Andrade, em uma solução teatral fantástica, transformou Fury em um personagem. Fury representa o mal e manipula os personagens centrais do exército SS na trama. Mlindi Kulashe, interpretando Fury, vestia negro e em todos os momentos aparecia com uma máscara de gás no rosto.

Além do pai de Bruno, o outro personagem manipulado por Fury é o Tenente Kotler, que está baseado em ‘out-with’ e é quem recebe o comandante ao chegar com a sua família. Ele é cruel e sente prazer em humilhar e maltratar os prisioneiros e empregados. Característica essa que chama a atenção da menina Gretel. Gretel é cheia de vida, esperta e ágil. Uma aluna aplicada. Porém, o conteúdo ensinado na educação nazista não agrada à sua mãe. Inclusive, esse é um motivo de discussão entre o casal, pais de Bruno e Gretel.

Bruno não tem muito interesse nos estudos, porém, gosta de explorar. Foi em uma das suas “escapulidas” que descobriu a cerca. Uma solução teatral interessante foi o jogo de luz que ajudou a aumentar a distância entre a casa de Bruno e o campo de concentração. Toda vez que o menino ia ao campo, ele fazia o mesmo trajeto, que era demarcado por uma faixa retangular de luz por onde o menino passava. Reto pelo avant-scène, na diagonal para o fundo, reto no fundo, diagonal para frente e mais uma linha no avant-scène. Era nesse último trajeto onde a cerca descia para dividir o palco.

A iluminação de Tim Mitchell teve um papel também significante na ambientalização das cenas. Por vezes, dividindo o palco em dois, três ambientes simultâneos. A iluminação foi feita por luz branca. Os efeitos cinzas nos transportavam para dentro de uma escuridão fria. Cor foi usado apenas uma vez, um foco de vermelho intenso, quando o Tenente Kotler foi rebaixado e enviado para a guerra como soldado de frente de batalha. Isso como punição por ter se envolvido com a esposa do comandante. Penso que cores poderiam ter ajudado a transmitir a atmosfera das cenas, além da ambientalização.

A música de Gary Yershon teve suspense, intriga e ingenuidade, transmitido pelo piano, que foi usado como leitmotiv de Gretel. A música por si só é muito difícil e apresenta algumas linhas melódicas simultâneas. Não foi uma música “dançante”, como é comum em ballets. Porém, o que poderia ter representado dificuldade, transformou-se em liberdade para a criação de cenas e danças.

A cena mais forte do enredo foi o momento em que os prisioneiros eram executados na câmara de gás. Um belo momento onde os prisioneiros, após se despirem e entregar os uniformes, entram para uma câmara, demarcada apenas pela entrada. Forte fumaça começa, então, a descer em cima dos prisioneiros. O enredo dramático não ajudou para termos um final marcante, que fixasse na memória. Na última cena do ballet, o comandante ficou chorando em cima das roupas do filho, e a Fury triunfando em suas costas.

Escute Daniel Andrade em entrevista:

https://www.youtube.com/watch?v=L6owWrAKhcM

Chamada para o ballet:

https://www.youtube.com/watch?v=LzEadETHrRw&feature=youtu.be


Ensino da técnica do ballet clássico para adultos: Considerações – 15ª parte

Olá,

Continuando a minha série sobre o trabalho na barra, o objetivo, nesta postagem, é falar um pouco sobre o exercício do battement frappé.

O verbo frapper em francês é traduzido como bater no sentido de golpear. Considero, atualmente, a palavra “golpeado” mais apropriada para este exercício. O trabalho consiste em uma flexão da articulação do joelho flexionando a perna e uma rápida extensão (golpe) que vai desenvolver agilidade e força na musculatura extensora da perna e também, com menos ênfase, nos flexores da coxa.

O battement frappé é um exercício polêmico. As diferentes escolas apresentam formas distintas de fazer essa ação. Quando o joelho está fletido, algumas escolas determinam que a posição sur le cou de pied pode se apresentar em dorsiflexão, outras em plantiflexão e algumas utilizam os pés com plantiflexão, mas sem a flexão dos dedos. Ainda nessa postura, a posição sur le cou de pied pode ser a frente e atrás, sendo que na posição a frente pode ser com todo o pé na frente do outro ou apenas com o calcâneo a frente e os dedos atrás da perna abraçando o tornozelo do outro pé.

Quando ocorre o movimento de extensão da perna (golpe) algumas escolas ensinam que deve-se raspar o metatarso (meia-ponta) pressionando o chão. Para outras o pé, ao sair do chão, estará sempre em plantiflexão com flexão dos dedos e portanto não raspará o chão. A altura dos frappés também diverge nas diferentes escolas, podendo ser de 30º até 45º. Em geral, todas as escolas recomendam a acentuação do exercício na extensão, ou seja, com acento para fora.

Todavia, em comum, todos os métodos trabalham os extensores e flexores da perna que é o grande objetivo deste exercício. O grande trabalho é a manutenção da flexão da coxa isometricamente enquanto o trabalho preciso dos extensores da perna nos “golpeamentos” fortalece e traz agilidade para essa musculatura. Quando se faz a dorsiflexão e a raspagem no chão trabalha-se também a musculatura que atua nos pés e dedos.

O battement frappé é um exercício de difícil execução para os iniciantes. Já observei várias formas de começar esse treinamento. Usualmente, os professores começam ensinando a posição sur le cou de pied e estendem a perna no degagé  no chão a frente, ao lado e atrás. Eu, nas aulas de adultos iniciantes, ensino utilizando na flexão da articulação do joelho a posição sur le cou de pied abraçando o tornozelo oposto e na extensão, sem raspar no chão, a altura da perna a 45º. Minha escolha por este formato deve-se a minha observação, nos últimos 20 anos que venho atuando como professora para alunos adultos. Observei que a eversão é melhor apreendida com o trabalho da posição sur le cou de pied que abraça o outro tornozelo. Quanto ao movimento de extensão oriento na altura de 45º, pois percebi que os alunos não perdem tanto a rotação externa, o famoso en dehors, durante a realização do trabalho, além de associar com os futuros passos no centro gravando em suas memórias corporais essa angulação. Porém, ao dar aulas para profissionais, se for meu objetivo trabalhar a musculatura dos pés, uso a raspagem no chão. Escolhas…

A agilidade e a coordenação dos battements frappés com trabalho de braços e da cabeça demonstram o nível artístico, o controle e a consciência do bailarino, pois é na velocidade que podemos reconhecer o grau de maturidade que ele tem. Adoro ver um bom bailarino executando  o battement frappé corretamente, principalmente os duplos. Gosto muito desse vídeo com a belíssima bailarina francesa Isabelle Ciaravolla realizando os battements frappés que está disponível em: https://youtu.be/ogfQYxWMuBY

Neste exercício reitero o trabalho dos pés com plantiflexão e eversão. Nesse caso reforço a flexão dos dedos dos pés que às vezes se perde na posição sur le cou de pied. Fora isso, insisto no habitual que é a manutenção dos músculos abdominais para a postura correta do bailarino, a pelve neutra e a ativação e manutenção dos rotadores externos.

Antes de terminar gostaria de falar da associação usual do batement frappé com o petit battement sur le cou de pied que trabalha mais a musculatura flexora da perna já que o foco é a flexão da perna, ou seja, com acento dentro. Acredito que essa complementação é muito oportuna para o trabalho muscular já que o movimento de flexão e extensão da perna será muito utilizado depois nos passos do centro, que por sua vez será usado nas coreografias. Um exemplo bem claro são as famosas pirouettes fouettés en tournant a 45º. Para realizar bem os 32 giros, a bailarina vai precisar executar muito bem o movimento de extensão da perna ao lado e depois de flexão ao fazer o retiré passé durante o giro. (neste link tem outras informações interessantes sobre os fouettés para quem quiser.  https://www.youtube.com/watch?v=l5VgOdgptRg  )

Na próxima postagem, pretendo finalizar os exercícios da barra com os battements developpés já que os grand battements tendu jetés foram analisados no meu texto aqui nesse blog em maio de 2013.

Beijos, Helô


Estreia Mundial do ballet Casanova

No dia 11 de Março de 2017 estreou um novo ballet para os amantes de repertório e histórias, Casanova. Coreografado por Kenneth Tindall na música de Kerry Muzzey. O Ballet, em dois atos e onze cenas, é dançado pelos bailarinos do Northern Ballet no Grand Theatre da cidade de Leeds, na Inglaterra. A primeira temporada ocorre do dia 11 ao dia 18 de Março. Eu assisti ao espetáculo do dia 15 de Março. O ballet conta a história de Giacomo Girolamo Casanova (1725-1798), baseando-se na biografia de Casanova escrita por Ian Kelly, que também assina o libreto.

Casanova, nascido em Veneza, teve a sua história transformada em um símbolo do século XVIII na Europa. Este século representa uma constante dicotomia entre o sagrado e o profano. O século XVIII é a época da caça às bruxas e das festas regadas a bebidas e orgias. Casanova foi músico, escritor, matemático, bibliotecário e “concumbino”. Ele foi condenado pela inquisição por se interessar por cabala e ciências “modernas”, como a medicina. Conseguiu fugir de forma cinematográfica pelo telhado da sua prisão, ou pelo menos assim o descreveu em sua autobiografia “História da minha vida” (Historie de ma fuite).

O ballet começou com uma dança em uníssono de monges, representando a primeira parte de vida de Casanova, quando estudava para a vida eclesiástica, e trouxe desde então o interesse do herói por literaturas proibidas. Um livro vermelho que, fazendo jus à época que estamos, ao ser aberto brilhava uma luz led cor diamante, que contrastava com a escuridão do mundo ao redor.

Por falar em luz, a iluminação de Alastair West merece crédito não só pelos efeitos, mas pela habilidade com que a iluminação integrou o enredo, tornando-se por vezes a única responsável por “mover” o drama, ou seja, por contar a história. Assim foi na condenação do Padre Balbi, quando um largo foco de luz, que desenhava uma vidraçaria no chão do palco, foi se fechando, até deixar o bailarino em total escuridão. Assim também foi no infarto do Senador Bragadin, onde Casanova salva-o ao aplicar seus conhecimentos de primeiros-socorros aprendidos nos livros proibidos pela igreja. Esse momento foi contado apenas por flashes de luz onde canhões de luz ora da esquerda, ora da direita, ora de cima, iluminavam os bailarinos em cena, cada hora em uma pose conjunta.

Outro ponto marcante deste ballet é a exploração da decoração, criada por Christopher Oram. A decoração durante o primeiro ato era formada por três grandes pilastras que se movimentaram quase que ininterruptamente, demonstrando ambientes diferentes a cada cena. Grandes portas espelhadas foram abertas e por vezes substituíram as pilastras no segundo ato. Lindas portas que traziam luminosidade ao placo nos momentos de festa e orgia. A decoração dançou, literalmente. Os bancos na missa giravam, as pilastras iam para frente e para trás, a mesa, cadeiras, poltronas, espelho e tudo mais entravam e saiam de cena levados pelos bailarinos que os giravam como piruetas, às vezes de forma exagerada. Exagerada também estavam as marcações da decoração no palco. Aquelas fitas adesivas que marcam o local onde o objeto, ou o bailarino deve ficar. Tinham fitas espalhadas por todo o palco, de todas as cores.

Os figurinos, também de Chistopher Oram, foram muito bem elaborados, bonitos, sensuais e interessantes, que demostravam o estilo da época de forma contemporânea, ou seja, sem nenhuma intenção de fazer uma ‘mímica’ das roupas de época. 

A coreografia de Tindall misturou um alto padrão de dança clássica com movimentos básicos de dança contemporânea. Os pas de deux belos e tecnicamente difíceis, danças coletivas fortes e cada uma com a sua característica. Uma coreografia linda que explorou a sensualidade dos bailarinos de forma sutil, e a sexualidade dos momentos de orgia de forma respeitosa e bela. Em nenhum momento me senti incomodada pela sexualidade que permeou o ballet do início ao fim. Tindall fez isso de uma forma impressionante, até o nu de Casanova, no momento em que ele vira concumbino da Madame de Pompadour, teve seu lugar e não me pareceu desnecessário. Foi belo. Explorar tanto os relacionamentos héteros, como os homossexuais de Casanova merece todos os meus aplausos. E pela reação do público masculino, não aparentaram incomodados com as cenas que representavam o sexo entre homens. Casanova, um lindo bailarino de porte atlético, interpretou e dançou o seu papel com maestria.

Tenho apenas uma crítica a fazer com referência ao trabalho do coreógrafo. Muitas cenas não ficaram claras, principalmente no primeiro ato. Por exemplo, o senador Bragadin, apaixonado por Casanova, flagra-o com a freira M.M. e todos saem correndo pelo lado esquerdo, enquanto no canto direito, um homem todo vestido de vermelho levanta o branco apontando para a direção por onde eles correram. Daí a entender que Bragadin veio avisar Casanova que a inquisição estava atrás dele, só lendo o programa.

Por falar em programa, devo registrar a minha indignação. O programa, um lindo livro de tamanho A4, com papel grosso fosco, fotos e comerciais, traz o nome de todos os envolvidos, inclusive uma foto do rosto de todos os bailarinos. Porém, não diz quem interpretou qual papel. É inadmissível um programa não dar créditos aos seus artistas. Que acrescentassem uma folha avulsa com os bailarinos principais do dia.

A música de Kerry Muzzey foi bonita, porém sem desenvolvimento e com uma harmonia bastante semelhante do início ao fim. Baseada em melodias dispersas que iam e vinham, a música não acompanhou a história dramática, não mudou as suas características no decorrer das diversas facetas do herói e do enredo. Confesso que no meio do primeiro ato pensei estar ouvindo uma trilha sonora de um filme, ao invés de um ballet de enredo. Após ler sobre o compositor, descobri que ele compõe para cinema e que esse é o seu primeiro trabalho para o teatro.

Link para o trailer oficial:

https://www.youtube.com/watch?v=5TUdxK_Y-mo


Ballet para adultos e a tradicional escola russa

O balé clássico é ensinado no mundo inteiro seguindo os princípios estabelecidos desde a criação da Academia Real de Dança, fundada por Luís XIV no ano de 1661. No decorrer de sua história, desde sua criação à sua chegada na Rússia, o balé passou por diversas modificações e inovações que favoreceram à sua técnica e estética que mantiveram sua tradição (FERREIRA; 2015).


O que se denomina escola russa, foi moldado ao longo de gerações. Mestres como Le Picq, Diderot, Perrot, Saint-Léon, Christian Johansson, Marius Petipa, Enrico Cecchetti e russos como Lev Ivanov, estabeleceram uma tradição pedagógica que, em 1934, foi ampliada por Agrippina Vaganova (PORTINARI, 1989). Todo o investimento dos czares e mestres que trabalharam na Rússia colaboraram para que a bailarina russa, formada pela Escola do Teatro Imperial, pudesse desenvolver uma nova metodologia de ensino da técnica do balé clássico.

Segundo Caminada (1999), Vaganova recebeu aprovação e o conhecimento internacional de dança, como o mais perfeito método de ensino, um dos fatores incontestáveis da excelência do bailarino russo e da qualidade de performance da companhia apontada como a mais perfeita dentro do balé de estilo acadêmico: o Balé Kirov. Vaganova trouxe fluidez e expressividade à técnica, coordenando todas as partes do corpo trazendo um sincronismo e harmonia ao conjunto. Ensinava aos alunos a aperfeiçoar os passos enquanto dançavam, dessa forma eliminava a tradicional distinção entre a técnica e a arte (HOMANS; 2012, p. 396). Após a Revolução Russa (1917), Agripina Vaganova desenvolveu o que se tornou conhecido como Método Vaganova. Baseada no trabalho de vários professores da Escola Coreográfica de Leningrado, criou o livro “Os Princípios Básicos do Ballet Clássico”, que desenvolveu uma pedagogia de busca do aprendizado de forma lenta e gradual, onde cada grau tem seus exercícios característicos, buscando preservar o aluno de lesões, enfatizando a consciência corporal (VAGANOVA; 2013).


Atualmente percebe-se uma busca significativa das aulas de balé clássico na fase adulta. Foi percebido que de modo geral, essas pessoas buscam nessa prática mais que simplesmente um exercitar, possuem objetivos mais fluidos e perenes do que os mais jovens (ALENCASTRO; PINTO, 2014). Diante dessa realidade, é necessário pensar cada vez mais em como conciliar a tradição do ensino da técnica do balé clássico com uma metodologia que atinja os objetivos necessário de forma consciente, sem ultrapassar os limites individuais de cada aluno.

*Licenciada em Dança pela Universidade Candido Mendes.

Bibliografia:

ALENCASTRO, Itiberê Gross; PINTO, Aline da Silva. Sensações e motivações: o Ballet Clássico como prática corporal na idade adulta. Seminário Nacional de Arte e Educação 24 (2014): P-421.

BOURCIER, Paul. História da dança no ocidente. Trad. Marina Appenzeller. – 2 ed. – São Paulo: Martins Fontes, 2001.


CAMINADA, Eliana. Considerações sobre o método Vaganova. In: PEREIRA, Roberto; SOTER, Silvia (Orgs). Lições de dança 1. Rio de Janeiro: UniverCidade Ed., 2006.

FERREIRA, Rousejanny da Silva. Balé sob outros eixos: contextos e investigações do coreógrafo norte-americano Willian Forsythe (1949) entre 1984 e 1994. (2015).


HOMANS, Jennifer. Os anjos de Apolo : uma história do ballet. Portugal: Edições 70, 2012.


MISI, Mirella. Paradoxo da pós-modernidade na dança: reflexões sobre o corpo e o espaçotempo no produto coreográfico. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal da Bahia, Salvador. 2004.


PORTINARI, Maribel. História da dança. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989.


VAGANOVA, A. I. Fundamentos da dança clássica.Tradução: Ana Silva e Silvério. Editora Prismas (2013).


VAGANOVA, Agrippina. Princípios básicos do ballet clássico. Editora: EDIOURO (RJ) (1991).


Ensino da técnica do ballet clássico para adultos: Considerações – 14ª parte

Olá,

Depois de algum tempo afastada e continuando a minha série sobre o trabalho na barra, nesta postagem o objetivo é falar um pouco sobre o exercício do battement fondu.

Os battements fondus são os exercícios que visam o amortecimento e a impulsão dos membros inferiores pertinentes à técnica do balé clássico. Difere-se do plié por ser executado por um apoio. Portanto, é um exercício de extrema importância para o bailarino, visto que essas ações são imprescindíveis para a dança clássica e qualquer outra dança. Para a mestra Agrippina Vaganova, segundo Alexander Chujoy[1] esse exercício é um dos mais complicados, pois enquanto a perna da base faz o plié, a outra faz o battement. Por essa complexidade, a execução desse movimento deve ser precisa e bem cuidada.

Quando ensino esse movimento explico que o objetivo é a coordenação entre o movimento das duas pernas que serão de grande valia nos saltos. O uso coordenado dos movimentos de braços e da cabeça com o movimento dos membros inferiores será um diferencial, pois vai ajudar na impulsão para os saltos. Essa coordenação será imprescindível ao bailarino quando ele for para movimentos mais complexos.

Com relação às questões biomecânicas, assim que possível, utilizo a altura de 45º na elevação da coxa e apenas a perna faz o movimento de flexão e extensão. A coxa se mantém na mesma altura e esse trabalho de isolamento da coxa é um grande aprendizado para o aluno. Separar as partes é uma das características mais significativas da técnica do ballet clássico e essa consciência corporal, esse controle é de extrema utilidade para o bailarino. Quanto mais ele se conhece e se domina, mais ferramentas ele terá para usar em sua dança.

Outra observação que faço sempre é a de que o exercício do battement fondu deve ser contínuo para que o aluno possa entender como deve usar a musculatura tanto na impulsão quanto na aterrisagem de um salto ou descida da ponta ou meia-ponta. O trabalho da musculatura da panturrilha (plantiflexores) e da coxa (extensores da perna ou quadríceps), utilizando uma força concêntrica na impulsão e excêntrica na aterrisagem, vai dar ao bailarino força, leveza e refinamento. Depois de dominado o movimento, outras associações são feitas com os braços, com os tempos de execução e com a altura das pernas. O importante é perceber que o aluno tem controle e consciência do movimento.

As informações de sempre, como a pelve que se mantém neutra, os rotadores externos ativados, plantiflexão[2] dos pés com eversão[3], manutenção dos músculos abdominais para a postura correta do bailarino, estão mantidas em todos os exercícios.

Na próxima postagem, pretendo continuar falando sobre os exercícios da barra e seguir com os battements frappés.

Bjs, Helô

[1] VAGANOVA, Agrippina. Basic principles of classical ballet: russian ballet technique Tradução de Anatole Chujoy. New York: Dover Publications, 1969.

[2] Também chamado de flexão plantar, ponta de pé ou pé esticado.

[3] Combinação de pronação com a abdução do antepé. (KENDALL, McCREARY, PROVANCE, 1995, p. 22)

Foto: Rockettes

 


6 dicas para ser um bailarino melhor em 2017

 

Ser um bom bailarino requer disciplina, treino, prática e paixão. Estas 6 dicas vão ajudar quem adora dançar, a focalizar a atenção nos aspetos que são realmente importantes para ser um bailarino cada vez melhor.

Uma boa escola: um bom dançarino requer uma boa escola, por isso, se o seu sonho é pisar os melhores palcos, invista na melhor formação. Antes de se inscrever, procure as escolas com as melhores referências, os professores com mais nome no mundo da dança. Este é um investimento que valerá a pena…

Aprenda com os outros: para além de um excelente professor, tornar-se um dançarino melhor também passa pela observação de outros bailarinos. Veja filmes, programas de televisão, competições e espetáculos de dança ao vivo – veja tudo o que puder, aproveitando para observar bem a postura, as técnicas e os movimentos dos bailarinos. Aproveite para usar aquilo que viu e aprendeu nas suas próprias coreografias.

Melhore a postura: a postura é tudo num dançarino e é preciso mantê-la corrigida e alinhada sempre! Como? Costas direitas, ombros para baixo e para trás, cabeça levantada. Isso vai refletir-se positivamente cada vez que pisar o palco para dançar.

Alongamentos diários: o corpo de um dançarino é o seu bem mais precioso e a sua principal ferramenta de trabalho, por isso, precisa de estar em forma! Os alongamentos diários podem muito bem ser o segredo do sucesso de muitos bailarinos, pois garantem uma maior flexibilidade ao corpo, o que por sua vez vai refletir-se na forma como dança: quanto maior a flexibilidade do corpo de um bailarino, mais fácil será efetuar qualquer tipo de movimento e passos, sendo que esses vão ser elegantes e não vão parecer esforçados, mas naturais. O sonho de qualquer dançarino de sucesso, não é verdade?

Aperfeiçoe a técnica: aquilo que separa um bom dançarino de um dançarino excelente é, sem dúvida, a técnica. Saber dançar os passos de uma coreografia é fundamental, mas executar esses passos na perfeição é aquilo que o pode tornar um bailarino fora de série. Pratique, pratique, pratique…

Relaxe e entregue-se: dançar é uma arte e cada coreografia conta uma história – é assim que um dançarino se expressa e é assim que cativa e emociona quem o vê. Mas, para conseguir transmitir tudo isso, é essencial que um bailarino esteja completamente relaxado, entregue à música e à sua paixão. Respire fundo, sorria, deixe-se levar… afinal de contas, dançar também faz bem à saúde!

FONTE: Passo Base

Texto publicado originalmente no blog Mundo Bailarinístico


Entre na dança!

Separamos dicas para você que tem o sonho de dançar, mas nunca pensou que seria possível!

Encontre seu ritmo

Ballet, jazz, afro, contemporâneo, pole dance, dança de salão, flamenco… são tantas opções de dança que para encontrar a que mais se encaixa em seu gosto vale procurar e fazer várias aulas experimentais. Outra dica legal é procurar aulas no youtube para ter uma noção de como cada ritmo se estrutura, mas nada se compara a sentir no corpo!

Se jogue, sem medo

Ainda bem que os tabus da idade e do peso “corretos” para dançar já caíram por terra! QUALQUER pessoa pode dançar e terá benefícios físicos, mentais e sociais nessa prática. Procure escolas com público da sua faixa etária, isso garante que você vai encontrar pessoas com uma vivência mais próxima da sua, tornando a prática mais prazerosa.

Sem medo de dizer “não”

Algumas escolas ainda tem uma posição bastante arcaica em relação a valores éticos, infelizmente. Por isso, se encontrar uma dessas no caminho entenda que nem todas as escolas são assim e procure uma que se adeque a você! Um dos grandes erros é continuar em um ambiente ruim, pensando que a escola vai mudar sua visão por causa dos alunos – isso raramente acontece e leva a frustração! Seja persistente, diga não e procure uma escola que te faça feliz.

Para fora da sala de aula

Sabemos dos incríveis benefícios de fazer aulas regularmente, mas em tempos complicados financeiramente pode ser necessário buscar alternativas para não parar de dançar. Frequentar aulas abertas em parques e espaços culturais, por exemplo, é uma forma de não ficar parado! Para quem curte as danças de salão, sair para dançar quando o orçamento permite também é um jeito de se atualizar e dançar feliz da vida! Se nada disso basta, puxar os móveis da sala e dançar em casa é sempre uma delícia, gasta calorias e manda o stress embora!

Amigos, cônjuges, pais e filhos podem gostar de dançar e juntarem-se a você nessa nova jornada. Sempre conhecemos alguém que gostaria muito de aprender a dançar mais está tímido ou receoso, chame essa pessoa e juntos construam uma história na dança! Dançar com quem se gosta é uma experiência incrível!

Se o seu objetivo é dançar em 2017, conte conosco, pois estaremos sempre aqui com informação e muito amor para dividir!

Beijos e arrasem!


Seis curiosidades sobre “A Bailarina”

Olá, Ballet Lovers! A estreia nacional do filme “A Bailarina”, da Paris Filmes, será no dia 26 de janeiro. Então, fiquem ligados nessa data! Embora seja uma animação infantil, o filme vai envolver qualquer amante da arte, da música e da dança, não importa a idade. Podem confiar! 😉 

história, que se passa no ano de 1889, mostra o processo seletivo de alunas para o espetáculo O Quebra-nozes, do Ballet Ópera de Paris.

A protagonista Félicie, que na versão dublada recebeu a voz da atriz mirim Mel Maia, é uma menina que possui o sonho de ser uma bailarina. Apesar das dificuldades, ela não desiste de sua ambição e sai em busca da sua felicidade. Ao lado de seu melhor amigo, Victor, a pequena vive grandes aventuras e descobre um mundo novo cheio de expectativas, disciplina e realizações.

O longa traz muitas referências sutis, e aqui estão algumas delas: 

1) Uma personagem com grande destaque se chama Odette. Achou o nome familiar? Essa é uma homenagem ao Ballet de repertório mais famoso do mundo, O Lago dos Cisnes. Em sua história original, Odette é o cisne branco.

2) Na animação, Félicie foge do orfanato ao lado de seu amigo, Victor, que sonha em se tornar um inventor famoso. O fato curioso é que nesse mesmo período em que a história se passou, realmente existiu um inventor chamado Victor Tatin. Ele ficou mundialmente conhecido por criar protótipos de aeronaves. No filme, o garoto Victor também sonha em conseguir voar. Coincidência? Eu acho que não… 

3) No filme, além de mostrarem a construção da famosa Torre Eiffel, também podemos ver a Estátua da Liberdade sendo erguida. Afinal, foi a França quem presenteou os Estados Unidos com este monumento, para selar a paz entre os dois países. E quem não gosta de uma referência histórica, não é mesmo? 

4) O uniforme de aula da personagem Félicie é muito semelhante ao usado pelas alunas da Escola de Ballet Ópera de Paris, na vida real.

5) Se você gosta tanto de música clássica quanto de artistas atuais, não irá se decepcionar com a trilha sonora de A Bailarina, que conta com nomes como Tchaikovsky e Demi Lovato.

6) Na versão original, a personagem Camille foi dublada por Maddie Ziegler (a jovem ficou mundialmente famosa por sua dança icônica no clipe de Chandelier, da Sia, e por sua grande performance no Reality show Dance Moms). Atualmente, Maddie tem 14 anos e possui uma legião de fãs no Instagram.
Esses, e muitos outros detalhes, fazem do filme A Bailarina uma ótima opção para toda a família.