Aquecimento para crianças

Algumas dicas para dar aquecimento para as pequenas. É importante para que não se machuquem durante os exercícios.
Um bom aquecimento é a melhor forma de começar uma aula. Durante a aula os músculos são utilizados, alongados, vai levantar a perna, curvar o corpo e antes de começar então é bom fazerem exercícios leves, que podem ser repetido 10 vezes.

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Divulgadas as datas dos cursos do Royal Academy of Dance no Brasil

A metodologia da Royal Academy of Dance para crianças de 3 a 6 anos, que povoa as cabecinhas com sonhos e novos sons, enquanto ensina a base para o estudo do ballet clássico, foi testada e aprovada nas melhores escolas no Brasil e no mundo.

Os cursos de Pre-Primary e Primary em Dança serão ministrados no Brasil em São Paulo, 26 de junho, Cuiabá, 3 de julho, Recife, 9 e 10 de Julho e Campina Grande, 13 de outubro.

Para maiores informações, contatar a RAD pelo email mckenny@royalacademyofdance.com.br


Seis curiosidades sobre “A Bailarina”

Olá, Ballet Lovers! A estreia nacional do filme “A Bailarina”, da Paris Filmes, será no dia 26 de janeiro. Então, fiquem ligados nessa data! Embora seja uma animação infantil, o filme vai envolver qualquer amante da arte, da música e da dança, não importa a idade. Podem confiar! 😉 

história, que se passa no ano de 1889, mostra o processo seletivo de alunas para o espetáculo O Quebra-nozes, do Ballet Ópera de Paris.

A protagonista Félicie, que na versão dublada recebeu a voz da atriz mirim Mel Maia, é uma menina que possui o sonho de ser uma bailarina. Apesar das dificuldades, ela não desiste de sua ambição e sai em busca da sua felicidade. Ao lado de seu melhor amigo, Victor, a pequena vive grandes aventuras e descobre um mundo novo cheio de expectativas, disciplina e realizações.

O longa traz muitas referências sutis, e aqui estão algumas delas: 

1) Uma personagem com grande destaque se chama Odette. Achou o nome familiar? Essa é uma homenagem ao Ballet de repertório mais famoso do mundo, O Lago dos Cisnes. Em sua história original, Odette é o cisne branco.

2) Na animação, Félicie foge do orfanato ao lado de seu amigo, Victor, que sonha em se tornar um inventor famoso. O fato curioso é que nesse mesmo período em que a história se passou, realmente existiu um inventor chamado Victor Tatin. Ele ficou mundialmente conhecido por criar protótipos de aeronaves. No filme, o garoto Victor também sonha em conseguir voar. Coincidência? Eu acho que não… 

3) No filme, além de mostrarem a construção da famosa Torre Eiffel, também podemos ver a Estátua da Liberdade sendo erguida. Afinal, foi a França quem presenteou os Estados Unidos com este monumento, para selar a paz entre os dois países. E quem não gosta de uma referência histórica, não é mesmo? 

4) O uniforme de aula da personagem Félicie é muito semelhante ao usado pelas alunas da Escola de Ballet Ópera de Paris, na vida real.

5) Se você gosta tanto de música clássica quanto de artistas atuais, não irá se decepcionar com a trilha sonora de A Bailarina, que conta com nomes como Tchaikovsky e Demi Lovato.

6) Na versão original, a personagem Camille foi dublada por Maddie Ziegler (a jovem ficou mundialmente famosa por sua dança icônica no clipe de Chandelier, da Sia, e por sua grande performance no Reality show Dance Moms). Atualmente, Maddie tem 14 anos e possui uma legião de fãs no Instagram.
Esses, e muitos outros detalhes, fazem do filme A Bailarina uma ótima opção para toda a família.


A importância dos primeiros anos de aprendizagem do ballet clássico

Gosto de sen­tar na sala de aula e obser­var as peque­nas bai­la­ri­nas que che­gam para seu pri­meiro dia na escola de dança. Percebo em seus olha­res uma ino­cente ansi­e­dade para ini­ciar o mais rápido pos­sí­vel seus estu­dos, apren­der os pri­mei­ros movi­men­tos e saí­rem dan­çando por onde pas­sam. Após um período em uma turma de baby class ou pré-ballet, elas ainda não têm noção da quan­ti­dade de infor­ma­ções que rece­be­rão já no pri­meiro dia de aula.

My Art

Em minha for­ma­ção clás­sica, os dois pri­mei­ros anos fize­ram toda a dife­rença. Neles tive con­tato com o cerne e a base da téc­nica do bal­let que me auxi­li­a­ram, e muito, na com­pre­en­são, na exe­cu­ção e no ensino de toda a meto­do­lo­gia ao longo de meus estu­dos. Dessa forma, a minha pre­o­cu­pa­ção com os anos de for­ma­ção ini­ci­ais des­sas cri­an­ças é um ponto cons­tante em meu trabalho.

Famamachine

A cada con­curso, fes­ti­val, curso de férias ou workshop do qual par­ti­cipo tenho a opor­tu­ni­dade de obser­var o tra­ba­lho de inú­me­ras esco­las com suas cri­an­ças. Muitos tra­ba­lhos de qua­li­dade são apre­sen­ta­dos, core­o­gra­fias nas quais é per­cep­tí­vel a pre­o­cu­pa­ção com uma deli­cada lapi­da­ção da téc­nica clás­sica. Porém, nem tudo é tão belo assim. Alguns tra­ba­lhos se des­ta­cam pelo excesso e sobre­carga de infor­ma­ções impró­prias para a matu­ri­dade física das cri­an­ças, des­pren­di­dos do cui­dado com o apri­mo­ra­mento neces­sá­rio dos anos ini­ci­ais, com a decom­po­si­ção de cada movi­mento. Em outros, con­sigo vis­lum­brar a forma banal, exa­ge­ra­da­mente lúdica, com a qual o bal­let é ensi­nado aos peque­nos, criando-se, então, um hábito de core­o­gra­fias não-infan­tis (o que é natu­ral­mente pró­prio dessa faixa), mas, sim, infan­ti­li­za­das (des­pre­o­cu­pa­das com a base for­ma­tiva do bal­let clássico).

Jofrey Ballet Schooll

A par­tir desse con­texto, paro e me per­gunto: como devem ser as aulas des­sas cri­an­ças que, pela idade, pos­si­vel­mente estão em um 1º e/ou 2º ano de uma escola de dança? Será que há uma pre­o­cu­pa­ção, por parte do pro­fes­sor de trans­mi­tir, com muito cui­dado e muito deta­lhe, a base da téc­nica clás­sica? Os exer­cí­cios são fixa­dos mais de uma vez em dife­ren­tes momen­tos de uma mesma aula? Essas cri­an­ças real­mente com­pre­en­dem, den­tro de suas pos­si­bi­li­da­des cog­ni­ti­vas, as posi­ções de bra­ços e per­nas por exem­plo? Reflito bas­tante, rea­va­lio minhas pró­prias aulas e pro­curo pro­por­ci­o­nar uma fun­da­ção bem sólida no apren­di­zado dos pri­mei­ros pas­sos de cada aluno meu.

westover

Em uma aula de 1º e 2º anos de for­ma­ção clás­sica, con­cei­tos como épau­le­ment, port de bras, posi­ções de bra­ços, posi­ções de pés, plié, relevé, tendu e jeté, bem como o posi­ci­o­na­mento do corpo, o for­ta­le­ci­mento da mus­cu­la­tura do qua­dril, abdô­men e cos­tas, pre­ci­sam estar bem fixa­dos. Afinal, todos nós, bai­la­ri­nos e pro­fes­so­res, sabe­mos que esses são requi­si­tos basi­la­res para todo o desen­vol­vi­mento da téc­nica clás­sica, não sabemos?!

Os exer­cí­cios de intro­du­ção e, pos­te­ri­or­mente, fixa­ção de cada um des­ses con­cei­tos neces­si­tam ser decom­pos­tos e trans­mi­ti­dos de forma calma, clara e bem coe­rente. Uma pré­via expli­ca­ção é sem­pre neces­sá­ria, e a repe­ti­ção da mesma deve ser cons­tante. Os movi­men­tos não neces­si­tam ser ensi­na­dos de forma “atro­pe­lada”, pulando eta­pas ou de maneira super­fi­cial para que pos­sa­mos avan­çar com a maté­ria dada. Pelo con­trá­rio, o obje­tivo des­ses dois anos ini­ci­ais da for­ma­ção do bai­la­rino clás­sico é jus­ta­mente fixar bem a base da téc­nica clás­sica. As aulas pre­ci­sam con­ter todas as eta­pas: alon­ga­mento e for­ta­le­ci­mento da mus­cu­la­tura, exer­cí­cios na barra e a fixa­ção dos mes­mos no centro.

Close up of teenage ballerinas feet poise
Close up of teenage ballerinas feet poise

Os sal­tos neces­si­tam de uma aten­ção espe­cial, pois a fun­ção do plié nesse momento deve ser lem­brada e relem­brada a fim de evi­tar pos­sí­veis lesões futu­ras. Começamos com os sal­tos bási­cos, de duas per­nas para duas per­nas, e avan­ça­mos con­forme a matu­ri­dade de cada turma. É pre­ciso ter paci­ên­cia e per­se­ve­rança para se obter sucesso a longo prazo com o tra­ba­lho dos peque­nos bai­la­ri­nos. O pro­fes­sor que leci­ona em tur­mas ini­ci­ais neces­sita reci­clar seus conhe­ci­men­tos téc­ni­cos e meto­do­ló­gi­cos de tem­pos a tem­pos no intuito de enri­que­cer ainda mais sua forma de tra­ba­lhar. Desse modo, tanto ele quanto seus alu­nos sai­rão ganhando. Sei bem que, nessa fase, as aulas pare­cem ser “cha­tas” ou len­tas demais, há dias até em que ter­mi­na­mos com a sen­sa­ção de que não saí­mos do pri­meiro exer­cí­cio por repe­tir a mesma expli­ca­ção cerca de cinco vezes, mas acre­di­tem em mim: é bem melhor assim.

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Quando tra­ba­lha­mos de forma tran­quila, seguindo um pro­grama de curso bem estru­tu­rado, um plano de aula ela­bo­rado em bene­fí­cio do aluno e cer­tos de que os movi­men­tos estão sendo cons­tan­te­mente relem­bra­dos, ter­mi­na­mos o ano com a cer­teza de que o básico, o neces­sá­rio para que o bai­la­rino desen­volva todo o seu conhe­ci­mento téc­nico sem danos físi­cos futu­ros foi ensi­nado e muito bem fixado. Fica aqui, então, a dica para todos os pro­fes­so­res de bal­let: parem, ana­lise suas aulas, rea­va­liem seu tra­ba­lho, pes­qui­sem, reci­clem conhe­ci­men­tos e pro­por­ci­o­nem aos seus alu­nos uma base sólida e forte do ensino da téc­nica clás­sica. Afinal, gran­des bai­la­ri­nos se for­mam desde o pri­meiro ano de ballet!

(Fotos: Centro de Artes Savassi / My Art / Famamachine / Jofrey Ballet Schooll / Westover / Tutu School / Reprodução Internet)


Aquecimento para as pequenas

É impor­tante saber algu­mas dicas para que as cri­an­ças não se machu­quem durante os exercícios.

Um bom aque­ci­mento é a melhor forma de come­çar uma aula. Durante a aula os mús­cu­los são uti­li­za­dos, alon­ga­dos, e a cri­ança vai levan­tar a perna, cur­var o corpo, etc. Então antes de come­çar então é bom faze­rem exer­cí­cios leves, que podem ser repe­tido 10 vezes.
♥ Flex e ponta
Sentar com as cos­tas retas e as per­nas esti­ca­das a frente
Flexionar os pés para cima, isso aju­dará na meia ponta e nos sal­tos
Depois estique-os para baixo, incli­nando peito e dedos dos pés, para fazer ponta
♥ Alongar e girar os dedos das mãos
Vai aque­cer para o tra­ba­lho de mãos e bra­ços
Com as mãos for­mando uma flor aberta, jun­tar os pul­sos às pon­tas dos dedos e depois separar.

MÃOS BALLET

♥ Borboleta
Sentar-se com o pes­coço e per­nas ere­tas, jun­tar os pés e balan­çar. Vai aju­dar no en dehors.
Depois man­tendo a bor­bo­leta, levar os bra­ços para o chão na frente do corpo, para alon­gar for­te­mente o qua­dril e cos­tas. Cabeça no pé.

BORBOLETA BALLET

♥ Pular corda
Aquece muito, prin­ci­pal­mente no frio e dá fôlego!

Cuidar dos mús­cu­los se aque­cendo é muito impor­tante, e tam­bém vale lem­brar da respiração.

Boa aula!


10 atitudes do bom professor de dança

Hoje vou falar sobre algu­mas carac­te­rís­ti­cas que acre­dito serem ide­ais para um pro­fes­sor inesquecível:

1) É pon­tual e cum­pre com­pro­mis­sos.
Os horá­rios deter­mi­na­dos pelo pro­fes­sor devem ser cum­pri­dos pri­mei­ra­mente por ele mesmo, assim como com­pro­mis­sos. Mais uma vez, o pro­fes­sor deve ser exem­plo do que espera de seus alunos.

2) Está sem­pre em trei­na­mento.
Busca sem­pre apri­mo­rar seus conhe­ci­men­tos na área em que atua, para tra­zer a seus alu­nos o que há de melhor no uni­verso da dança.

3) Aprende com seus alu­nos.
O bom pro­fes­sor entende que cada um de nós é dife­rente e fas­ci­nante, com dias bons e ruins – e ele ouve não só as neces­si­da­des de seus alu­nos em sala de aula, mas sua expe­ri­ên­cia de vida. Afinal, o pro­fes­sor aprende muito com seus alunos.

4) Não com­pete com seus alu­nos.
Horrível, mas sabe­mos que às vezes acon­tece. O pro­fes­sor não deve se colo­car em posi­ção de com­pe­ti­ção com seus alu­nos, deve ser um faci­li­ta­dor e um guia.

5) Nunca menos­preza um aluno.
Aluno burro NÃO EXISTE. A ciên­cia já com­pro­vou isso há tem­pos. Professor bom é aquele que entende que cada aluno tem um pro­cesso de apren­di­zado dis­tinto e cola­bora para que cada um dê o melhor de si, sempre.

6) Se porta como pro­fes­sor.
Embora faça mui­tos papéis – como de pai, amigo, con­fi­dente; o pro­fes­sor tem sem­pre que se por­tar com um edu­ca­dor. Ou seja, nada de fofo­cas, muito menos de egocentrismo.

7) Traz cul­tura para sala de aula.
Não somos ilhas, vive­mos em um mundo rico de cul­tura e diver­si­dade. Cabe ao pro­fes­sor levar ao aluno suas expe­ri­ên­cias na área, assim como infor­ma­ções que tor­nem o aluno atento à cul­tura de onde vive e do mundo.

8) Não tem medo de admi­tir que não sabe.
Ser pro­fes­sor é exer­cer um papel muito sig­ni­fi­ca­tivo na vida dos alu­nos. Portanto, ao invés de pas­sar infor­ma­ções erra­das, o pro­fes­sor admite que não sabe e busca infor­ma­ções cor­re­tas para seus alu­nos. Somos huma­nos, não dici­o­ná­rios de dança (ou de qual­quer outra área) ambulantes.

9) Trata todos com edu­ca­ção exem­plar.
Professor é exem­plo de tudo. Inclusive da edu­ca­ção e do res­peito que seus alu­nos devem ter com ele, com os cole­gas e em todos os âmbi­tos da vida.

10) Ama o que faz.
Nada melhor do que ser feliz e tra­ba­lhar fazendo o que ama. Isso torna o pro­fis­si­o­nal melhor, mais moti­vado e mais eficiente.

Conhece um pro­fes­sor mara­vi­lhoso? Conte para nós!

Beijos e arrasem!


A importância do uniforme

Se você ainda se per­gunta sobre a neces­si­dade de fazer as aulas de bal­let uni­for­mi­zada, segue aqui uma breve expli­ca­ção dos motivos.

É impor­tante para a rea­li­za­ção dos movi­men­tos em aula e em ensaios, que você esteja ves­tido ade­qua­da­mente. Suas rou­pas não podem atra­pa­lhar a exe­cu­ção dos exer­cí­cios e tam­bém deve ser fácil para seu pro­fes­sor te enxer­gar, para poder cor­ri­gir sua pos­tura e suas linhas.

Fica difí­cil para um pro­fes­sor visu­a­li­zar suas cos­tas, bra­ços, joe­lhos se esti­ver ves­tindo rou­pas ina­de­qua­das, lar­gas e até escu­ras (no caso de meias, por exemplo).

Por isso, mesmo que sua aca­de­mia ou escola não exija um uni­forme com­pleto, sugere-se que vá às aulas com col­lant, meia calça clara (de pre­fe­rên­cia rosa, rosa chá ou cor da pele), sapa­ti­lhas. Você até pode usar um shorts ou uma saia curta, vai depen­der muito do seu pro­fes­sor e do nível das suas aulas.

Na época de frio, pode usar meias de lã, polai­nas, cal­ças mais jus­tas, blu­sas jus­tas, peque­nas, segunda-pele, para fazer o aque­ci­mento. Lembrando que nenhum des­ses itens podem te incomodar.

Guarde seus outros aces­só­rios para ir ao bal­let. Sabemos que você deve ado­rar cami­se­tas de bal­let, aga­sa­lhos, cal­ças lar­gas, maca­cões, mas o melhor é usar essas rou­pas para você ir até a aula e demons­trar sua pai­xão pela dança no dia a dia.

Aproveite e dê uma olhada na linda sele­ção de rou­pas da loja online da Ana Botafogo. É de que­rer tudo!

Beijo e até breve!


Disciplina Bailarinística

Algumas suges­tões bási­cas para ser um bai­la­rino (a) exem­plar nas aulas:

1) Não se atrase
Pois caso isso acon­teça per­de­mos uma parte muito impor­tante da aula: o aquecimento.

2) Procure entrar na sala de aula sem­pre antes do pro­fes­sor
Quando ele che­gar esteja pronto e aquecido.

3) Não suba nem se pen­dure na barra
A barra é feita para nos auxi­liar em alguns exercícios.

4) Não grite, nem corra na sala de aula
Lá não é o local ideal para brin­ca­dei­ras, den­tro da sala deve­mos estar sem­pre con­cen­tra­dos e dando o nosso melhor.

5) Não con­verse durante a aula
Além de atra­pa­lhar, enquanto você con­versa você pode estar per­dendo alguma expli­ca­ção muito impor­tante do pro­fes­sor. Preste aten­ção nas cor­re­ções fei­tas em seus cole­gas, você poderá estar come­tendo o mesmo erro.

6) Não sente durante a aula
Isso pode ser inter­pre­tado como falta de inte­resse. Só pode­mos nos sen­tar com a auto­ri­za­ção do pro­fes­sor, não é edu­cado escu­tar as expli­ca­ções sen­tado, uma bai­la­rina exem­plar escuta as expli­ca­ções e tenta colocá-las em prática.

7) Não mas­ti­gue chi­cle­tes nem balas durante as aulas
Isto atra­pa­lha nossa con­cen­tra­ção e é peri­goso nos exer­cí­cios de salto.

8) Respeite sem­pre seu colega de sala
Uma bai­la­rina exem­plar é sem­pre muito edu­cada e dis­creta. Evite crí­ti­cas aos cole­gas, dis­cus­sões e risa­das fora de hora.

9) Não desista de nenhum exer­cí­cio ou core­o­gra­fia, todos nós somos capa­zes!
Tente sem­pre ir além do que você con­se­guiu na aula anterior.

10) Procure não fal­tar nas aulas, venha sem­pre uni­for­mi­zado e as meni­nas com coque 
Isso com cer­teza vai fazer de você um aluno exemplar!!!

Espero que essas dicas aju­dem o seu ano a ser ainda mais incrí­vel na dança. Vamos lá!


Sapatilha de ponta

Não faça nada por conta própria!

O sonho de mui­tas meni­nas ao entrar no bal­let é usar sapa­ti­lhas de ponta. Já fala­mos algu­mas vezes aqui sobre o tempo e os pré-requisitos para o uso das pon­tas. Algumas pes­soas aca­bam caindo na bes­teira de come­çar a usar as sapa­ti­lhas sem ori­en­ta­ção de um pro­fis­si­o­nal. Totalmente errado.

Saiba por­que você NÃO DEVE FAZER ISSO:

Pode se machucar!

Tentar sozi­nho pode resul­tar em dedos e pés machu­ca­dos, pés­simo domí­nio das téc­ni­cas e desen­can­ta­mento com o pro­cesso de apren­di­za­gem das pontas.

O bal­let tem regras. É uma téc­nica a ser seguida. Se engana quem acha que a sapa­ti­lha faz a bai­la­rina! O que faz a bai­laina é seu conhe­ci­mento pelo bal­let. Conhecimento prá­tico! Não adi­anta só ler. Por mais que a gente escreva sobre bal­let, são dicas ape­nas. Não existe um “passo a passo, bal­let aprenda você mesmo em tan­tos dias”.

Cuidado se você for muito nova, pois seus ossos não estão total­mente desen­vol­vi­dos, além de outros aspec­tos. E se você come­çou numa idade mais avan­çada, cui­dado tam­bém pois os ossos já estão intei­ra­mente (ou ao menos quase intei­ra­mente) desen­vol­vi­dos e mui­tas vezes fal­tará força para subir e dan­çar nas pontas.

Espere o seu pro­fes­sor dizer se está apta ou não a uti­li­zar pon­tas. O mal uso das sapa­ti­lhas pode cau­sar danos per­ma­nen­tes em sua saúde.

E mesmo que você já faça aulas, muito cui­dado ao pra­ti­car em casa! Para não escor­re­gar, para não fazer os movi­men­tos erra­dos, para não ten­tar for­çar posi­ções e fazer pas­sos que ainda não con­se­gue ou não está preparada.

No momento certo tudo ficará bem, pode ter cer­teza! Vamos lá, bailarinas!


Como manter a ordem nas aulas de balé infantil

Só quem tra­ba­lha como pro­fes­sor de cri­an­ças, seja em qual­quer área, sabe o quanto é difí­cil mantê-los em ordem.

Quando fala­mos em bal­let isso com­plica um pouco por­que a aula pre­cisa ser lúdica e esse ar de brin­ca­deira faz com que, mui­tas vezes, as cri­an­ças não con­si­gam enten­der que não esta­mos sem­pre brin­cando. Aí che­gam os momen­tos em que você pre­cisa de ordem, pre­cisa que elas parem, se orga­ni­zem de algu­mas for­mas e aí está o grande desa­fio! Discipliná-las sem per­der a paci­ên­cia e sem dei­xar a aula ficar chata.

Há alguns anos dando aula come­cei a ter algu­mas estra­té­gias para bus­car a ordem delas, o silên­cio, mantê-las no lugar e acre­dito que são boas dicas, vale a pena tentar.

BRINCADEIRA DO SILÊNCIO

Essa é antiga! Eu brin­cava quando era cri­ança na escola e acre­di­tem dá certo!

Ninguém quer per­der a brin­ca­deira e quem fala perde.

ESTÁTUA

Essa tam­bém é muito velha e fun­ci­ona. Você pode inclu­sive fazer está­tuas dire­ci­o­na­das como: está­tua na pri­meira posi­ção, está­tua na fila da dia­go­nal, está­tua com as duas mãos na barra e assim por diante.

RODÍZIO DAS FILAS

Elas bri­gam por­que que­rem ser as pri­mei­ras, então eu faço rodí­zio delas. A pri­meira da fila no pró­ximo exer­cí­cio será a última, sem­pre. Isso acon­tece com todas da fila, logo cada uma será a pri­meira em cada exer­cí­cio e aca­bam as brigas.

MARCAÇÃO DE LUGARES

Utilize E.V.A para mar­car os luga­res de cada uma. Dá para fazer no for­mato de flor, cora­ção etc e cada uma fica em cima do seu recorte para elas man­te­rem os lugares.

Assim fica mais fácil ter­mos uma boa aula para todos!


SAPATILHA DE PONTA: QUAL A HORA CERTA?

Esta per­gunta recor­rente nas esco­las de dança assus­tam pais e bai­la­ri­nos há muito tempo.

A res­posta, de fato, é bas­tante aberta: QUANDO FOR A HORA CERTA. Embora essa não seja a res­posta que que­re­mos ouvir é com cer­teza a mais sau­dá­vel para o desen­vol­vi­mento das bailarinas.

PARA CADA UMA UM MOMENTO CERTO – sem fórmula.

Somos dife­ren­tes, não só fisi­ca­mente. Uma bai­la­rina de 15 anos pode ser mais madura que uma de 20, mais res­pon­sá­vel e dedi­cada. A hora certa é uma jun­ção de fato­res mil, que depende do físico, da dedi­ca­ção, da matu­ri­dade e da seri­e­dade de cada um.

A pes­soa certa para defi­nir se o bai­la­rino está pre­pa­rado é o pro­fes­sor. Ou seja, NÃO É A MÃE, O PAI, AS COLEGAS e nin­guém mais. Caso os pais este­jam em dúvida ou não con­cor­dem com a opi­nião do pro­fes­sor podem pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal da saúde para auxi­liar nessa ques­tão, porém isso é só um AUXILIO, o pro­fes­sor é com cer­teza a pes­soa mais capa­ci­tada para deter­mi­nar esse momento tão importante.


A magia dos primeiros passos

O quão impor­tante é o ensi­na­mento para uma pri­meira aula de bal­let. O pro­fes­sor deve inte­ra­gir e com­par­ti­lhar com o aluno como um nascimento…

O pri­meiro con­tato com a arte do bal­let clas­sico deverá ser a mais sutil pos­sí­vel, visando ape­nas o bem estar do aluno, a magia que a dança nos traz e como a mesma nos fas­cina.
Daí a impor­tân­cia do bom pro­fes­sor, que pas­sará as pri­mei­ras infor­ma­ções aos alu­nos, sejam eles cri­an­ças ou adul­tos. A pai­xão pela dança deve estar em pri­meiro lugar — a cobrança da téc­nica virá com o tempo, quando o aluno esti­ver pre­pa­rado fisi­ca­mente, musi­cal­mente e espi­ri­tu­al­mente.
É um tra­ba­lho de doa­ção e inte­gra­ção entre o aluno e pro­fes­sor. Este fator é deter­mi­nante para que pos­sa­mos tra­zer para mais perto os aman­tes do bal­let clás­sico sem trau­mas, ape­nas pelo desejo de ser bailarino.

Pela pai­xão que esta divina arte nos traz…

Sandra Castro é bailarina profissional, formada pela Escola Estadual de Danças Maria Olenewa. Diretora, professora e coreógrafa do Ballet Sandra Castro desde 1992.